Como converter salário de CLT para PJ?

Como converter salário CLT para PJ

Neste post você vai encontrar a ferramenta que estava procurando para comparar salários CLT e PJ. Contudo, é importante que você sempre faça uma análise mais abrangente das propostas que recebe, e não tente apenas converter salário de CLT para PJ ou vice-versa, ok? 😉

Afinal, salários CLT e PJ são coisas estruturalmente diferentes. Por isso não é correto buscar uma fórmula exata para essa conversão.

Cálculo CLT x PJ no Excel

Veja todos os seus impostos com 1 clique, na CLT a na PJ!

Nossa Calculadora CLT x PJ está disponível para você gratuitamente. É um Excel simples onde você só precisa preencher uma célula, e ela calcula tudo o que conversamos acima!

Não deixe de baixar a sua! 😉

Calculadora CLT x PJ - Simples Nacional - com fator R - INSS - Imposto de Renda

Exemplo Prático: Comparando Salários CLT e PJ

Vamos analisar uma solução para a seguinte situação: Você já tem um emprego CLT, e quer saber quanto deveria ganhar como PJ para compensar.

Mãos à massa:

Vamos supor que você ganhe R$ 10.000 como CLT – salário bruto.

Parêntese: Se o salário bruto CLT for 10 mil, todo mês você recebe por volta de 7.500 líquidos, após os descontos de INSS e Imposto de Renda.

Pergunta: A partir de quanto uma vaga PJ, com a mesma função, vale a pena?

Vamos ao cálculo. ⬇️⬇️⬇️

Para assinar sua carteira com salário mensal de R$ 10 mil, o seu patrão tem os seguintes gastos, embora você só possa receber depois de pelo menos 1 ano:

  1. 13º Salário;
  2. Férias;
  3. FGTS sobre o salário;
  4. FGTS sobre 13º salário e férias.

Dependendo do porte da empresa, o seu patrão pode ter que pagar também mais 20% do seu salário para o governo (INSS Patronal), sem que isso se reverta em nenhum benefício para o trabalhador.

Mas para fins didáticos não vamos considerar o INSS patronal.

No caso em questão, a provisão para férias, décimo terceiro salário e o depósito do FGTS correspondem a cerca de R$ 2.000 a mais todo mês, que não vão imediatamente para o bolso do trabalhador.

Recapitulando:

  1. 13º Salário (provisão mensal) = Salário / 12;
  2. Férias (provisão mensal) = Salário / 3 / 12;
  3. FGTS (depósito) = Salário * 8%;
  4. FGTS sobre férias e 13º Salário (provisão mensal) = 8% sobre as provisões (1) e (2).

Não se assuste! Nossa planilha faz tudo isso, e ainda simula cenários. Você só precisa baixar (Excel) e inserir seu salário base.

Sumarizando, um salário de 12 mil reais como PJ corresponderia ao seu salário de 10 mil atual. Portanto, pelo menos +20%.

Caso você vire PJ ganhando 12.000 (10 mil + 20%), o seu salário líquido seria de aproximadamente R$ 10.800, pois deixaria de ter aquelas facadas de INSS e Imposto de Renda retido na fonte.

Importante: esses R$ 12 mil são a remuneração total. Isto é, não vai ter 13º salário nem férias ao final do ano, e nem FGTS.

Conclusão

O grande ganho aqui é a redução da carga tributária, que compensa tudo isso.

Porém, temos visto cada vez mais empresas oferecerem décimo terceiro e férias até para funcionários PJ, por uma questão de competitividade.

Eventualmente, pode haver vale refeição, combustível, supermercado, cultura, etc. E não podem ser excluídos da conta.

Lembrando que esta é apenas UMA das formas de fazer o cálculo, e pode haver outras que também estejam certas.

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PJ deve contribuir no teto do INSS?

PJ pode contribuir no teto do INSS?

Algumas pessoas nos perguntam se profissionais PJ podem (ou devem) pagarem o teto do INSS, para aumentar o valor da aposentadoria lá na frente.

A resposta é que sim, podem. E não há nada de ilegal nisso.

Porém, NÃO vale a pena de forma nenhuma! É um tiro no pé, e eu recomendo convicto que você JAMAIS faça isso.

Quem trabalha pela CLT (carteira assinada) é obrigado a pagar o INSS conforme seu salário bruto. Mas os PJ’s tem uma opção melhor. Vejamos…

A contribuição previdenciária é descontada do salário todo santo mês. E em troca, há uma promessa do Governo de sustentá-lo(a) em caso de doença, invalidez e na aposentadoria.

Fique bem claro que o dinheiro do INSS não é do trabalhador, e sim uma contribuição para o Governo pagar os aposentados de hoje.

Haja vista que há pelo menos 40 anos se discute o tal do “rombo do INSS“, e a necessidade de uma reforma previdenciária para manter o sistema funcionando.

Como é o “INSS” do PJ?

Os profissionais PJ não precisam necessariamente pagar INSS. Pelo menos não no teto. A Lei sequer exige que empresários e profissionais PJ contribuam com a Previdência Social.

(Parêntese: Nós recomendamos que PJ’s paguem o mínimo de INSS possível só para ter assistência social e reduzir o imposto de suas PJ’s.)

Quanto a ter uma aposentadoria tranquila, recomendamos que a principal estratégia dos PJ’s seja a Previdência Privada.

Assim, todo o dinheiro pago vai para uma conta atrelada ao seu CPF, e ali fica rendendo até quando você quiser sacar.

Dependendo do plano, pode gerar até desconto no imposto de renda.

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4 dicas de um PJ sobre trabalhar como PJ

4 dicas de um PJ sobre trabalhar como PJ

Nos dias de hoje é super comum ver vagas PJ ao procurar emprego. Dependendo da área e nicho, essas vagas são a maioria.

Infelizmente, há muitos mitos quando se fala de trabalhar como PJ. Por exemplo, ser PJ não significa ser empresário nem autônomo.

Este blog Contrato PJ é o único canal focado em pejotização. Aqui publicamos informações relevantes sobre trabalhar como PJ numa linguagem clara até para quem não entende nada de contabilidade.

Ao contrário dos outros sites, o Contrato PJ só publica conteúdos focados naquilo que um profissional CLT precisa saber para ser PJ com segurança, sem palavras difíceis nem papo de contador.

Veja abaixo um resumo básico sobre trabalhar como PJ

Como abrir uma empresa para trabalhar como PJ?

A maioria dos profissionais PJ abrem uma micro empresa enquadrada no Simples Nacional. Nesse post damos todos os detalhes da configuração ideal de empresa para profissionais PJ, e nossa recomendação.

E os impostos do PJ?

Os impostos pagos pelo PJ são substancialmente menores do que na CLT, e as regras tributárias são explicadas nesse vídeo.

Trabalhar como PJ: quais impostos o PJ paga?

Você também pode baixar nossa Calculadora CLT x PJ, para fazer as contas no centavo com a sua realidade!

Dúvidas comuns do dia a dia

Férias, décimo terceiro, atestado médico e uma série de outras questões práticas do dia a dia costumam gerar dúvidas.

Para você ficar 100% seguro(a) quanto a trabalhar como PJ, fizemos uma playlist no YouTube só com vídeos curtos, mas cada um com uma informação valiosa, que nenhum site de contabilidade vai abordar com tanta propriedade.

Ali tem vídeos de 1 minuto (estilo TikTok). Você pode maratoná-los em poucos minutos, e ficará super entendido(a) sobre trabalhar como PJ!

Contabilidade para trabalhar como PJ

Sendo bem sincero, as firmas de profissionais PJ são do tipo mais simples possível. E podem ser abertas por qualquer contador.

O problema é que os contadores atendem todo o tipo de empresa. Então, acabam despejando um monte de possibilidades e termos técnicos, mesmo que seu cliente não precise saber nem 10% daquilo tudo.

Além é claro de fazer aquelas perguntas difíceis, como CNAE, inscrição municipal, etc.

Por isso, ajudamos a fundar a Contrato PJ Serviços.

É um escritório de contabilidade especializado em profissionais PJ. Lá, você só precisa informar a sua profissão e dados pessoais. Mais nada.

O resto eles já sabem. E ainda analisam o seu contrato de trabalho para garantir que não tenha nenhuma armadilha ou condição desfavorável.

E aí? Sobrou mais alguma dúvida sobre trabalhar como PJ?

Diga-me nos comentários que eu respondo a todos!

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Como saber se vale a pena ser PJ

A primeira coisa a avaliar para saber se vale a pena ser PJ é a matemática. E essa é a parte mais fácil.
Tendo essa resposta, podemos ver outros aspectos que explicarei mais à frente.

Calculando se vale a pena ser PJ

Então, primeiramente, vou compartilhar um “piso” por experiência própria: R$ 4000,00 é o valor mínimo para começar a pensar em trabalhar como PJ.

Nesse patamar, os descontos de INSS e IR começam a incomodar… E é aí que o regime PJ poupa o seu dinheiro.

Portanto se você ainda não tem propostas para ganhar acima de R$ 4000, não se preocupe em ser PJ, ainda.

Calculadora CLT x PJ

Caso contrário, o próximo passo é fazer as contas na ponta do lápis.

Há alguns anos eu fiz uma Calculadora CLT x PJ no Excel para ajudar meus colegas a fazerem essa avaliação.

É uma calculadora mais fácil de usar do que as demais da internet, de propósito, e está atualizadíssima. 🙂

Pode baixar neste link. 😉

Calculadora CLT x PJ - Simples Nacional - com fator R - INSS - Imposto de Renda

Fatores subjetivos

Não é só salário!

Se financeiramente for melhor ser PJ para o seu caso (e normalmente é), a próxima coisa a conferir são os aspectos subjetivos das propostas que você tem em mãos.

Propostas de emprego tem outros fatores além do dinheiro, principalmente quando se trata de uma mudança de empresa. E eles pouco tem a ver com o regime de contratação.

Em empresas grandes, geralmente as vagas PJ são voltadas a trabalhos técnicos, vagas de consultoria e alocações em projetos.

Uma posição estratégica (exemplo: executivos, planejamento, etc.) dificilmente será oferecida como PJ. Nesses casos, é importante para a empresa ter outro nível de vínculo e confiança com o funcionário.

Já nas empresas médias e pequenas, essa distinção acontece menos. Pode até haver funcionários PJ e CLT nas mesmas funções.

Esses dois tipos de vagas são ótimos. Nenhum é melhor que o outro. Mas é importante você saber o que busca, e o que mais se alinha com seus objetivos profissionais (e financeiros).

Por exemplo, eu trabalhei por muitos anos como PJ numa consultoria, alocado para uma grande empresa como terceiro.

Para mim foi ótimo, tanto pela remuneração quanto pelo aprendizado.

Depois, em certo momento a grande empresa, satisfeita com meu trabalho, me fez uma proposta para virar funcionário em outro departamento. Nessa fase, eu estava com interesses mais próximos do segundo cenário citado.

Espero que meus critérios e exemplos tenham te ajudado a avaliar melhor suas oportunidades.

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Bootcamp - 4 dicas para depois do bootcamp

Depois do Bootcamp: 4 dicas

Contextualizando: O que é Bootcamp?

Bootcamp é uma espécie de treinamento imersivo para aprendizagem intensiva e acelerada.

Neste artigo, falaremos dos bootcamps na área de TI (sobretudo programação), onde mesmo alunos sem qualquer conhecimento técnico podem sair aptos a trabalhar na área.

Normalmente, um bootcamp é um revezamento de aulas teóricas e práticas, incluindo desafios que forçam os alunos a praticarem e fixarem uma quantidade enorme de informações.

As maiores promotoras de bootcamps na área de tecnologia são as próprias empresas, pois precisam formar profissionais para preencher suas vagas. E isso tem sido cada vez mais desafiador.

Essas empresas tendem a incluir no bootcamp exatamente as tecnologias que ela utiliza no seu dia a dia. Por isso, há grandes chances de os alunos saírem do treinamento empregados.

E depois do Bootcamp?

O que quase ninguém fala é como “tocar a vida” após participar de um bootcamp.

Afinal, na área de TI o aprendizado é contínuo, e um bootcamp nada mais é do que o primeiro dia de aula de uma longa escola…

Aqui nesse post, vamos compartilhar situações reais que todos nós, profissionais de TI, passamos durante nossa jornada, com ou sem bootcamp.

Conviva com a síndrome do impostor

Síndrome do impostor é quando um profissional se sente despreparado para uma tarefa que considera básica para o seu cargo. Quando mais acentuada, o profissional sente que não deveria estar ocupando sua cadeira.

Algumas profissões são tão previsíveis que um sentimento desses realmente é sinal de problemas.

Mas definitivamente NÃO é o caso da área de TI, sobretudo em desenvolvimento de sistemas! Um certo professor meu dizia que “o trabalho do profissional de TI é fazer aquilo que ele não sabe“.

E nos meus 15 anos de profissão, posso afirmar: ele tinha razão. Basta olhar como nós dependemos do Google e do StackOverflow, por exemplo.

Então, acaba sendo normal esse tipo de sentimento, principalmente no início de um cargo novo.

O remédio: dar tempo ao tempo, abusar do Google, da própria flexibilidade e saber aprender todo santo dia.

Dê tempo ao tempo. Não espere virar mestre de uma vez só!

Bootcamps são treinamentos extremamente densos. Então, num primeiro momento, o foco do aluno deve ser a descoberta, e não a fixação.

Isto é como ir catalogando a existência de várias espécies de ferramentas, comandos, técnicas, etc. E deixar para entender cada detalhe delas posteriormente.

Tentar aprofundar em tudo logo de cara pode gerar um problema grave de ansiedade.

Com o passar dos meses, a sua própria rotina vai dizer o que você deve aprofundar, e em que ordem.

E para fazer o aprofundamento é que existem tutoriais e documentações técnicas. Use e abuse, mas sem ansiedade.

Ir além dos comandos

IMPORTANTE! Essa última dica é para quem realmente quer ser um(a) profissional.

Qualquer aluno de colégio consegue aprender e usar comandos técnicos isolados. Porém, tornar-se profissional é mais trabalhoso

Para isso, você deve ir além dos comandos e frameworks. Deve pensar nas estruturas do que está construindo. Isto é, na arquitetura dos seus sistemas, e nas boas práticas da ferramenta com que trabalha.

Esse é o principal pilar do meu livro: Como ser um desenvolvedor acima da média.

Eu o escrevi para compartilhar os macetes da profissão, e turbinar a carreira de quem realmente quer ser um Dev bom!

Acredite: ir além dos códigos, e pensar na estrutura deles, faz toda a diferença no nível do seu trabalho!

Prepare-se para ser PJ

Quanto mais você subir de cargo (e de salário) maior será a proporção de vagas PJ em relação às CLT.

Isso ocorre porque o regime PJ permite a otimização dos impostos, tanto para o patrão quanto para o trabalhador.

E numa área marcada por escassez de profissionais e altos salários, como é a de TI, esse artifício faz muita diferença da viabilidade de um negócio.

Portanto, você deve pelo menos entender o regime PJ para avaliar prontamente as oportunidades que surgirem.

Como? Nossa Calculadora CLT x PJ (em excel simples) com certeza vai deixar bem clara a parte dos impostos. 😉

Além disso, no YouTube há vídeos que explicam a parte burocrática da coisa, para você ter toda segurança ao tomar qualquer decisão. São poucos, mas cirúrgicos.

Espero que tudo isso faça a diferença na sua carreira!

Sucesso!

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Previdência Privada vs Previdência Social (INSS)

Previdência Privada ou Previdência Social (INSS)

Conheça aqui as principais diferenças entre a Previdência Social (INSS) e Previdência Privada, em forma de tópicos.

*Previdência Social é uma assistência social oferecida pelo Governo através do INSSInstituto Nacional do Seguro Social.

Previdência Privada vs Previdência Social (INSS)

O dinheiro tem dono?

INSS (Previdência Social): Quem está na ativa contribui, e quem já contribuiu recebe. O INSS assume o risco de sustentar todo mundo, como numa pirâmide financeira.

Previdência Privada: Absolutamente todas as contribuições depositadas ficam numa conta atrelada ao CPF do contribuinte. Cada um faz sua própria previdência.


INSS: Os recursos não têm dono. Servem para pagar os aposentados, acidentados e doentes.

Previdência Privada: Os recursos são só do contribuinte, e passam automaticamente para seus herdeiros.


Quem promove?

INSS: Instituição mantida pelo Governo Federal, para oferecer aposentadoria, auxílio-doença e seguros sociais em geral.

Previdência Privada: Produto financeiro oferecido por bancos.


Onde fica guardado ou investido?

INSS: O investimento dos recursos (quando há sobras para investir) é bem limitado e fica sob controle do Governo.

Previdência Privada: O contribuinte decide em quais tipos de investimento aplicar seu dinheiro, desde renda fixa até ações.


Como funciona?

INSS: Recebe dinheiro dos contribuintes, e dá dinheiro aos segurados. Pode gerar déficit ou superávit.

Previdência Privada: O ideal é que o segurado apenas deposite suas contribuições ao longo de toda a vida. Mas pode sacar quando quiser.


Exemplos para entender melhor:

INSS: Vaquinha coletiva para sustentar toda a população do Brasil, na velhice e na doença.

Previdência Privada: Cofrinho individual.


É obrigatório? Tem incentivos?

INSS: Contribuição obrigatória para CLT’s e opcional para PJ’s e empresários. É descontado do pagamento.

Previdência Privada: Opcional. Dependendo do plano, gera até desconto no Imposto de Renda.

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