Quem fica rico antes? CLT ou PJ?

A nossa popularíssima Calculadora CLT x PJ (já passou dos 10 mil downloads em 1 ano) colocou na ponta do lápis todos os detalhes da migração CLT para PJ, no mês a mês.

Neste post, venho trazer uma abordagem diferente: o longo prazo.

Uma vez eu li na InfoMoney uma frase que me marcou. Para o colunista Len Penzo, há coisas que os nossos vizinhos milionários não contam.

Uma delas é gastar menos do que ganha. Outra é guardar dinheiro ao longo de décadas.

Coluna do site Infomoney

Bem antes, no começo da minha carreira, fiquei do mesmo modo marcado ao ler o livro Os Segredos da Mente Milionária, por aprender preceitos que moldaram meu comportamento até hoje.

Neste post vamos explorar uma pergunta nova, que eu nunca vi ser explicada: quem fica rico antes? O CLT ou o PJ?

Para nos responder, ninguém melhor do que o bom e velho Excel. Vou disponibilizar a planilha para download, e meu raciocínio explicado abaixo.

Download da planilha de evolução patrimonial CLT x PJ

Cenário 1 – Enriquecimento como CLT

Suponhamos que um Analista Desenvolvedor Sênior qualquer ganhe R$ 10.000 por mês como CLT.

Segundo a calculadora do Contrato PJ, ele sozinho paga de impostos e encargos R$ 2.593,74. Seu patrão gasta mais R$ 2.000 por mês com direitos trabalhistas que poderiam, ser repassados ao salário, caso ele fosse PJ.

Se esse analista poupar disciplinadamente míseros 10% do seu salário bruto por mês, conforme os ensinamentos dos nossos gurus, ele juntará R$ 12 mil por ano.

A cada dez anos de trabalho, produzirá R$ 120 mil, descontando os juros e rendimentos.

O que se faz com 120.000 reais? Dá-se entrada num apartamento? Aqui no centro de São Paulo, é preciso trabalhar 30 anos como sênior CLT para comprar um studio perto do metrô.

Acúmulo de riqueza de um profissional CLT que ganha R$ 10 mil por mês e poupa 10%.

Cenário 2 – Enriquecimento como PJ

Agora, imagine-se você, leitor, no cargo do mesmo Analista Desenvolvedor Sênior, ganhando os mesmos R$ 10 mil por mês, mas como PJ.

Ainda conforme a nossa calculadora CLT x PJ, o seu imposto é substancialmente menor: R$ 975,20. Como seu patrão não gasta nada, logo ele te dará um aumento, ao ver o quanto você é bom.

Além de poupar religiosamente os 10% do bruto (R$ 1.000,00), você também guarda o imposto economizado: mais R$ 1618,54.

Essa sopa de números pode parecer assustadora da primeira vez. Mas insista! Essa habilidade te tornará rico. Continue lendo, e releia se achar necessário.

A cada ano trabalhando como PJ, o seu patrimônio engorda mais de 30 mil reais.

São R$ 300 mil a cada década além dos juros, proventos e ganho de capital (dependendo dos seus investimentos).

Acúmulo de riqueza de um profissional PJ que ganha R$ 10 mil por mês e poupa 10%.

Seguridade social

O leitor mais crítico vai logo apontar que o preço do enriquecimento é a falta de aposentadoria, de FGTS, de direito a afastamento remunerado em caso de doença, etc., etc., etc.

De fato! É importante não encher os olhos com esses números porque este dinheiro todo pode vir a ser a sua reserva de emergência, já que o Estado não vai te proteger (como se ele protegesse alguém).

Para ter a mesma segurança de um profissional CLT, eu recomendo que você pague um bom plano de saúde familiar, e tenha em caixa o equivalente a 3 meses de despesas, no mínimo.

Os mercados pejotizados só o são por causa da alta remuneração dos profissionais. Alta remuneração e escassez de mão de obra andam juntos.

A nossa área é carente de profissionais. Portanto, as recolocações não costumam demorar (para os profissionais).

Seguindo as dicas acima, você dificilmente passará algum apuro.

Se por acaso o profissional PJ fica um dia sem trabalhar por motivo de saúde, e não é remunerado, às favas! Ele tem o direito de estender os outros dias para compensar, sem que isso onere seu patrão com adicionais, DSR’s, etc.

Conclusão

A grande vantagem de ter os recursos em suas mãos é poder administrá-los e usá-los da forma que bem entender.

O grande segredo para enriquecer é tão simples quanto a disciplina.

Com o passar do tempo, dependendo de como você investe seus recursos, você receberá juros, dividendos e proventos de vários tipos.

Esses rendimentos NÃO podem ser gastos. Eles devem ser colhidos como frutos sagrados para seu enriquecimento.

Caso gaste esse dinheiro, você não desfrutará da maravilha dos juros compostos. Eu reaplico cada centavo dos meus proventos. É uma colheita sagrada.

Fontes:

www. infomoney .com .br /onde-investir /8-coisas -que -seu -vizinho -milionario -nao -conta

T. Harv Eker, Os Segredos da Mente Milionária.

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Home office funciona no regime PJ?

Home Office já era uma tendência global no mercado de trabalho, ainda mais na área de tecnologia. Com a chegada da praga, acabou virando moda de vez.

Se você tem alguma dúvida sobre como o home office se integra ao regime de contratação PJ, vamos primeiro recordar o que é ser PJ (Pessoa Jurídica).

Trabalhar como PJ: o profissional assalariado registra uma empresa com CNPJ e começa a prestar serviços como tal.

As vantagens de tudo isso são:

  • Os dois lados pagam muito (muito) menos imposto;
  • O patrão fica desobrigado de uma série de burocracias banais;
  • As negociações ficam a critério exclusivo de patrão e empregado, sem que o distante monstro chamado Estado se meta.

Este último item pode ser ótimo se as duas partes tiverem boa fé e confiança entre si.

Voltando ao home office

Se até a retrógrada CLT já admitiu e regulamentou o home office (ou tele-trabalho) na última Reforma Trabalhista, qual impedimento haveria no mundo PJ?

Pois bem, como em todos os outros aspectos, o home office fica ainda mais simples quando a contratação é PJ.

A Reforma Trabalhista instituiu algumas burocracias em relação a equipamentos, jornada de trabalho, intervalo (…) específica para trabalho remoto. Claro, isso será um embuste apenas para os CLT, mas não aos PJ’s.

Na prática: em nada muda se o profissional PJ trabalha no escritório, em casa ou na praia.

Evidentemente, só precisa haver um acordo entre patrão e empregado.

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Programmer Work Environment

Game of Life

Caro Leitor,

Certa vez, dois grandes amigos de adolescência encontram-se numa mega empresa fabricante de jogos eletrônicos.

Ambos eram aficionados por games, e acabaram tornando-se desenvolvedores especialistas em simulações.

Conheceram-se no Ensino Médio, e depois acabaram cursando a mesma faculdade e curso: Ciência da Computação com Ênfase em Games. Ambos formaram-se sem repetir nenhum semestre, e com notas acima da média. 

Ambos com as mesmas dificuldades financeiras, vindos de famílias com mesma cultura e mesmo poder aquisitivo.

Quinze anos depois da formatura, Rafael vai trabalhar na mesma fabricante de jogos onde Bruno já estava havia alguns anos. Seus cargos eram iguais: Senior Game Developer

Era bem fácil passar horas conversando na hora do almoço e no café, pois os dois tinham experiências em simuladores de vôo, esportes, tiro em primeira pessoa, Fórmula 1 e realidade virtual.

Bruno estava feliz terminando de pagar, finalmente, seu Hyundai HB20 2015. Sua viagem mais excitante fora para algumas praias do Nordeste. Nem por isso a vida era fácil, pois frequentemente via-se sem dinheiro, e pegando empréstimos no banco. Não era incomum sua namorada pagar a conta, antes de ela terminar.

Já Rafael, andava em uma BMW Série 1 quitada. Tinha seu passaporte todo carimbado pois viajava frequentemente para fora do Brasil. A última viagem fora um tour pelo Vale do Silício. Rafael tinha cerca de 20 vezes o seu salário guardado no banco, e reservas para suas viagens, troca de carro e outros objetivos.

Por que tamanha diferença entre dois profissionais de mesma idade e cargo?

Bruno trabalhara a vida toda como CLT. Nunca aceitou trabalhar sem carteira assinada.

Rafael descobriu como ser PJ bem cedo, e aprendeu tudo o que pôde sobre as boas práticas nesse regime.

Conte conosco!

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Minha experiência com o Banco Inter

No post anterior eu comparei quatro bancos digitais que oferecem contas gratuitas para pessoas jurídicas.

Baseado em vários critérios quantitativos e qualitativos, concluí que o Banco Inter é o mais indicado para profissionais PJ e vários tipos de empresas.

A pedido de vocês, leitores, vou compartilhar minha própria experiência com essa instituição.

Minha experiência com o Banco Inter

Para profissionais PJ: antes de abrir conta no novo banco, seja ele qual for, é sempre importante checar com o seu empregador se não há problemas nessa mudança. Se não vai gerar custo de transação para ele.

No meu caso, como a consultoria à qual trabalho paga os funcionários via TED, não lhe faz diferença o banco de destino. Engraçado é que até o dono dessa consultoria resolveu abrir a conta no Inter, meses depois.

Minha conta digital PJ foi aberta pelo Banco Inter no meio de 2018. Como um bom desenvolvedor e gerente de projetos, fiz todos os testes imagináveis antes de encerrar a conta PJ do Itaú.

Paguei boletos, impostos de vários tipos, enviei e recebi TED’s, apliquei dinheiro, resgatei, entrei em todas as telas, e brinquei no bankline até enjoar. Deu tudo certo, e eu “homologuei” o primeiro banco a rodar totalmente na nuvem da Amazon.

Feito isso, enviei os novos dados bancários à consultoria, e meu salário começou a cair na conta PJ do Banco Inter, em vez de no Itaú. Por precaução, fiquei ainda uns dois meses com ambas as contas abertas, rodando em paralelo.

Resumindo, foi uma troca feliz. Além de economizar R$ 800,00 por ano em tarifas inúteis e crescentes, o dinheiro investido em aplicações oferecidas pelo Inter rendem consideravelmente mais do que no bancão.

Posteriormente, achei melhor usar também com a conta digital pessoa física do Banco Inter. Outra conta a menos no Itaú.

Abertura de Conta

Na época em que fiz o processo, as informações do site “assustavam” um pouco, chegando a dar o prazo de 30 dias úteis para avaliação da ficha.

Não sei se é uma forma de eles se resguardarem, ou se a minha foi rápido só por não ter muito o que analisar.

Pelo que me lembro, o processo é dividido em três etapas:

  1. Solicitar convite;
  2. Preencher os dados no site; e
  3. Imprimir, preencher e enviar uma ficha cadastral e outros documentos.

Cada etapa teve um intervalo de 4 ou 5 dias para mim, no máximo.

Só teve um detalhe onde eu errei (atrasando o processo) por não estar devidamente claro nas instruções: o Banco Inter pede que as empresas preencham um documento de “declaração de faturamento“, informando quanto faturou nos últimos 12 meses.

Porém, para cada mês de faturamento zerado, caso haja, é preciso incluir um mês a mais com faturamento não zerado. Só descobri isso ao ligar na central e perguntar por que rejeitaram minha ficha.

No geral, gostei do atendimento. A menina se dispôs a solicitar uma “prioridade” para o meu caso, afim de não perder mais tempo. No dia seguinte, minha conta estava aberta.

Investimentos

Para contas PJ, o Banco Inter oferece apenas uma opção self-service de investimento: o CDB da própria instituição, rendendo 100% do CDI com liquidez diária (pode sacar quando quiser, sem prazo mínimo). Aqui meu dinheiro já passou a render bem mais do que acolá.

Por outro lado, existe uma boa diversidade de investimentos que a gente só acessa entrando em contato com um consultor do banco, por telefone ou email.

Atualmente, eu tenho na PJ dois CDB’s do Inter, um CDB de um banco parceiro, e um fundo. Quando preciso movimentar, é necessário mandar um email ao consultor que me atende. Nunca tive problemas.

Minha  crítica é sobre investir no Tesouro Direto. O Banco Inter só faz aplicações para pessoas jurídicas com valores acima de R$ 500 mil. Nunca entendi o porquê de tal limitação.

Já nas contas de pessoa física, não há limitação no Tesouro, e o cliente consegue lidar com mais opções de investimento via aplicativo, inclusive ações.

Pagamentos de boletos e TED’s

Nos departamentos financeiros das empresas, normalmente, existe um analista ou estagiário responsável somente por organizar e cadastrar as contas a pagar no banco.

Posteriormente, um gerente ou diretor aprova os pagamentos cadastrados. Por esse motivo, nas contas bancárias PJ existe as duas funções.

No Banco Inter, não é diferente. Por padrão, ele requer duas aprovações de pessoas diferentes para efetivar a transação.

Como numa empresa individual só existe uma pessoa para aprovar, é necessário alterar isso, coisa que pode ser feita via bankline. Esse foi outro detalhe que só descobri ligando na central.

Alterada a parametrização, os pagamentos funcionaram. Cada movimentação gera um SMS para notificar.

Interface e experiência do usuário

Assim como as contas de pessoa física, as contas PJ oferecem acesso via bankline (navegador), e há um aplicativo mobile separado para contas de pessoa jurídica.

A interface do site não é uma obra prima em termos de design e usabilidade. Mas funciona! E para um produto gratuito, os benefícios auferidos estão acima do esperado.

Apesar disso, dá pra notar uma boa vontade por parte do pessoal do atendimento, em ajudar os clientes com problemas.

Existe um email voltado apenas pra clientes empresariais. Sempre que o acionei, fui respondido, no máximo, no dia seguinte. O operador desse email costuma fazer a ponte com os outros departamentos, quando necessário, e manter o cliente informado.

Além disso, publicaram recentemente um manual (bem mais bonito que o sistema) com as principais operações para empresas.

Deixo meus parabéns ao Banco Inter pelo produto Conta Digital Pro e pelo que ela é para nós, profissionais PJ.


Espero ter ajudado os colegas cansados de pagar caro por nada. Se você tiver alguma pergunta ou quiser saber algo mais desse Banco, comenta aqui embaixo que eu respondo a todos! 😉

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“Fim do Simples Nacional” explicado para profissionais PJ

Pouco após o segundo turno das eleições de 2018, a Folha de São Paulo publicou uma coluna de cujo título saltam aos olhos as palavras: BOLSONAROPROPÕEFIMSIMPLES NACIONAL.

Como o alarde foi pequeno, alguns veículos de respeito como Jornal Contábil e Portal Contábeis se apressaram em replicar a novidade, sem nenhum comentário especializado.

Outros sites foram além e publicaram artigos do tipo “Fim do Simples Nacional prejudicaria x mil negócios”.

"Fim do Simples Nacional" explicado para profissionais PJ

Na Fonte

Todas essas manifestações jornalísticas remetiam a um certo estudo recém publicado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado ao Ministério do Planejamento).

Por acaso, são co-autores do documento dois membros da equipe de transição do governo eleito. Isso não significa, portanto, haver alguma disposição do novo presidente em ferrar os pequenos empresários, tal como deu a entender um dos maiores jornais do Brasil.

A fim de auferir exatamente o que esse burburinho representa para os profissionais PJ, não vi alternativas senão ler o próprio documento tal como publicado pelo IPEA.

Fim do Simples Nacional para Profissionais PJ

Entre quase 240 páginas, a famigerada proposta aparece nas páginas 34 e 35 da publicação “Desafios da Nação, Volume 2”, junto com uma breve citação à pejotização.

Os autores afirmam que os regimes simplificados (Simples Nacional e até o Lucro Presumido) passaram do ponto de ser um facilitador, e estão sendo usados como ferramenta de “planejamento tributário”. Isto é, um jeito de fugir dos impostos.

A matemática é implacável: se isso é válido para empresas de verdade, quanto mais para profissionais PJ.

Enquanto um trabalhador CLT paga 27,5% de impostos mais INSS sobre seu salário bruto, nós PJ’s temos a doce vantagem de pagar 6% + 3,3% de INSS, além de custar menos ao empregador, que consegue gerar mais empregos.

Eis a distorção que os economistas apontam. Tanto os autores do estudo quanto o próprio governo eleito parecem ter a intenção de melhor balancear a carga tributária para os dois lados, a julgar pelos seus pronunciamentos.

Mas isso definitivamente não é uma nova agenda instituída pelo Bolsonaro ou Paulo Guedes.

A própria Receita Federal já afirmou à imprensa estar fazendo estudos para “melhor” tributar os trabalhadores que hoje pagam menos impostos por serem PJ.

Governo estuda medidas para tributar funcionários PJ
Governo estuda medidas para tributar funcionários PJ (Por Jornal Contábil)

Desde meados de 2017, Contrato PJ trabalhou para divulgar meios legais de profissionais PJ continuarem pagando 6% de imposto em vez de 15,5%. E o fizemos antes da nova Lei do Simples Nacional 2018 entrar em vigor.

Pelo jeito, teremos mais trabalho à frente.

Fontes:
Desafios da Nação. Vol 2. (página): http://www.ipea.gov.br /portal /index.php ?option=com_content &view=article &id=34502 &Itemid=433

Desafios da Nação. Vol 2. (PDF): http://www.ipea.gov.br /portal /images /stories /PDFs /livros /livros /181218 _desafios _da _nacao _vol2.pdf

https:// www1.folha .uol .com.br /colunas /mercadoaberto /2018 /12 /estudo -liderado -por -membros -da -equipe -de -bolsonaro -propoe -fim -do -simples .shtml

https:// www .contabeis .com.br /noticias /39092 /membros -do -governo -bolsonaro -propoem -fim -do -simples/

https://www. jornalcontabil .com.br /simples -nacional -estudo -de -equipe -de -bolsonaro -propoe -fim -do -regime -do -simples /#.XCJa4uhKjIU

https://www .ecommerce brasil .com.br /noticias /economistas -do -novo -governo-propoem -fim -do -simples -nacional/

https://gazetaweb.globo.com /portal /especial.php ?c=66790

2019 – Previsões para profissionais PJ

2018 foi um ano emocionante, principalmente para você que, às vésperas do Carnaval, recebia um imposto três vezes (3X!) maior do que o habitual para pagar.

Também o foi para nós que, na mesma época, recebíamos e-mails, ligações e mensagens de WhatsApp às dezenas clamando por ajuda naquela tenebrosa hora.

Google Analytics Contrato PJ
Acessos o Contrato PJ em Janeiro/Fevereiro de 2018. Fonte: Google Analytics

Esse ano foi marcado pelo que chamamos de Simples Nacional 2018: uma reforma profunda no regime, que o acabou deixando não tão simples… Mas continua sendo de grande valia para pequenos empresários e profissionais PJ.

Não menos importante, tivemos a corrida eleitoral mais bizarra da República. E por fim, a eleição de um governo que promete (ao menos promete) trabalhar com um viés liberal e pró-mercado.

Não me refiro apenas à figura presidencial recém eleita, mas também da estreante segunda maior bancada do Congresso Nacional. Sim, quando o Legislativo voltar do recesso, não teremos o desprazer de ver vários elementos, cujos nomes deixo para a memória do leitor.

Oráculo

Nos meus tempos do ensino médio, uma professora de História me mostrou o oráculo da economia de qualquer país: suas bolsas de valores.

Quando investir em um país se torna mais interessante, ou mais inviável no mercado, o reflexo imediato são variações nos índices de ações. No nosso caso, o IBovespa.

Depois, no médio prazo, essas variações percentuais simplesmente viram mais empregos, negócios, aberturas de empresas, obras e… projetos!

Tente entender o que o oráculo (gráfico abaixo) diz sobre o Brasil…

Gráfico IBovespa 2018
IBovespa

Fora insatisfações políticas e ideológicas de alguns, não estamos nada mal para a próxima década, a julgar pelos números.

Vale lembrar que o IBovespa só não deslanchou mais por causa de problemas externos: Brexit, juros norte-americanos, guerra comercial, caos na Europa, crise fiscal na Itália, entre outros. Tudo isso leva os investidores gringos a tirar dinheiro dos países emergentes, como o Brasil.

Para agora…

Já no mundo dos profissionais PJ, 2019 não promete menos turbulências. Para o ano vindouro sobrou a reta final do famigerado eSocial.

Logo no início de Janeiro de 2019 todas as empresas enquadradas no Simples Nacional deverão ter seu cadastro* efetuado no sistema do eSocial.

Cadastro = inserir informações básicas (CNPJ, Razão Social, Endereço, etc.) no sistema e salvar. Pronto.

Nesse link há um tutorial de como fazê-lo por conta própria.

Sendo este o último post de 2018, nós da equipe Contrato PJ desejamos a todos os leitores um Feliz Natal, Boas Festas, o sucesso, o avanço, o crescimento e a realização de suas vidas, na plenitude daquilo que essas palavras significam para vocês.

Em 2019 continuaremos facilitando a vida dos profissionais PJ, em texto e vídeo!

Um abraço e boas festas!

André Aranha

Tarcísio Miranda

Trabalhar como PJ – com segurança

Finalmente o mercado de trabalho voltou a dar bons sinais, sobretudo na área de TI. Notamos isso pela mudança de assunto dos emails recebidos; além, é claro, de conversar com colegas e recrutadores na ativa. A maioria dos contatos enviados ao blog Contrato PJ pedem orientações gerais sobre “trabalhar como PJ”. Se você precisa dessa informação, veio ao lugar mais certo.

Nesse breve artigo você aprenderá a trabalhar tranquilo como PJ, se dar bem com dinheiro, e como escolher um bom contador. Prepare-se para aumentar seu leque de oportunidades.

Trabalhar como PJ - com segurança

1-) Por que empresa e profissional escolhem o regime PJ?

A empresa: pagar menos impostos e encargos trabalhistas.

O profissional: ter menos “descontos” no salário; ganhar mais; e administrar sua própria reserva, em vez de deixá-la “presa” com o Governo.

Desde que o acordo fique bom para as duas partes, não existe ilegalidade, exploração ou precarização do trabalho.

Quem usa essas palavras também deve ser contra a venda de passagens aéreas com desconto, por risco de o avião cair, independente da manutenção do mesmo e da competência do piloto.

2-) Benefícios

É uma falácia dizer que o profissional PJ nunca terá os benefícios (vale alimentação, transporte, plano de saúde, etc.) da empresa onde trabalha. Ela pode ou não concedê-los.

Caso as políticas da organização não permitam mesmo oferecer tais benefícios a quem não tenha vínculo empregatício direto, pode ser negociado um acréscimo no salário do profissional PJ, para ele suprir tais necessidades por conta própria.

3-) Férias, 13º salário e FGTS

13º salário: Multiplique um salário “normal” (CLT) por 13 e depois divida por 12. Vai dar um número um pouco maior. Mas recebendo isso, a falta do salário extra ao fim do ano é compensada. Mês a mês, você pode guardar esse extra para o Natal (e ganhar juros), ou gastá-lo.

Férias: Muitas empresas oferecem o “Descanso Remunerado” para os profissionais PJ. Isto é, a cada 12 meses de serviço, ela concede um período de folga, mas sem descontar nada do salário.

FGTS: No caso dos funcionários CLT, as empresas são obrigadas a pagar mais 8% do salário bruto para o Governo. É uma reserva de emergência. Para os profissionais PJ, é coerente pedir um acréscimo de 8% para ele fazer sua própria reserva.

Há um artigo no blog orientando como aplicar o dinheiro que você não pode gastar. É uma aula de finanças pessoais feita especialmente para profissionais PJ.


Se você negociar os três pontos acima com o empregador, e chegar num bom consenso, pode ficar tranquilo. Você provavelmente estará bem melhor do que muitos CLTs.
Agora vem a parte que gera mais preocupação:


4-) Contador

Caso você ganhe menos do que R$ 6.750,00 por mês, dá pra abrir uma empresa no MEI (Micro Empreendedor Individual) pela internet.

Mas quando seu salário aumentar, será necessário entrar no Simples Nacional normal. Aí fica um pouco complicado (e perigoso) trabalhar sem um bom contador. Exemplo disso foi o rebuliço no início de 2018, com mudanças nas regras do Simples (fator “r”, Anexo V, etc.).

Em resumo, ao contratar um contador, você precisa assegurar o seguinte (ATENÇÃO):

  • Todo mês:
    • Emissão de uma nota fiscal (sim, você pode fazer sozinho. Mas tenha a quem recorrer quando der algum problema);
    • Declaração dos impostos e geração do DAS (“boleto” dos impostos);
    • Declaração do pró labore e geração do “boleto” para pagamento do INSS;
  • Todo ano:
    • Preenchimento e envio da DEFIS (equivalente ao Imposto de Renda das empresas no Simples);
  • Sempre: Balancear o seu Fator “R” para você pagar apenas 6% de imposto.

Esse último é o mais importante. Caso seu contador não dedique muita atenção ao execrável fator “r”, o seu imposto pode subir para 15,5%!

Caso tenha interesse em conhecer os detalhes legais e técnicos sobre trabalhar como PJ, temos um e-book gratuito disponível nesse link.

Espero que esse post seja útil a todos que vislumbram novas oportunidades no mercado de TI. Por favor, deixe seus comentários para sabermos se o artigo trouxe de fato mais segurança para vocês, e se têm algum receio não abordado aqui.

Se você tiver interesse num serviço de contabilidade com preço justo para profissionais PJ’s clique aqui e conheça nosso escritório, ou entre em contato:

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Imposto de Renda: Guia Rápido para PJ’s

Nesse post vou explicar como e com que valor se deve preencher os principais itens que um profissional PJ precisa incluir na sua Declaração de Imposto de Renda.

Contudo, nada impede que você, em específico, tenha mais informações a declarar.

As principais fontes de informação são: informes enviados por instituições financeiras, por empregadores e por sua contabilidade.

Imposto de Renda: Guia rápido para PJ's

1) Informar Dados pessoais básicos

O primeiro passo é baixar o aplicativo do IRPF 2018, disponível no site da Receita Federal.

Após instalar, criar uma nova declaração e preencher os seus dados pessoais básicos, acessando as telas dos botões abaixo (que estão disponíveis na aba “Início” do programa).

imposto-de-renda-botoes-identificacao-e-dependentes

Identificação do Contribuinte: Basta preencher a tela com seus dados pessoais, sem segredo.

Dependentes: cadastrar seus dependentes (caso haja) nessa tela.

2) Declarar que você possui uma empresa

A sua firma faz parte do seu patrimônio, e vamos declará-la agora. Clique no botão Bens e Direitos.

imposto-de-renda-botao-bens-e-direitos

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “Código”: selecione “39 – Outras participações societárias“;
  • Campo “País”: selecione “105 – Brasil“;
  • Campo “CNPJ”: digite o seu CNPJ;
  • Nos campos “Situação”, digite o valor do capital social em cada data. Essa informação pode ser consultada no cadastro do CNPJ, no site da Receita Federal.

3) Declarar o salário da sua pessoa física

Um empresário possui dois tipos de remuneração: o Pró Labore e os Dividendos (também chamado de “Retirada de Lucros”).

A partir do ano de 2018, com as mudanças no Simples Nacional, ficou muito importante saber usar essas duas formas balanceadamente. Pois assim consegue-se evitar o novo imposto de 15,5%!

Vejamos a seguir como declarar cada uma:

Como declarar Pró Labore no Imposto de Renda

Clique no botão “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ pelo Titular”.

imposto-de-renda-rendimentos-tributaveis-recebidos-de-PJ-pelo-titular

O Pró Labore é considerado “tributável”, pois sobre ele incide Imposto de Renda.

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “CPF/CNPJ da fonte pagadora”: digite o seu CNPJ;
  • Campo “Nome da fonte pagadora”: digite a razão social da sua empresa, como consta no documento;
  • Campo “Rendimentos recebidos…”: digite a soma exata de todos os pró labores registrados ao longo do ano, descontando o INSS, se tiver. Esses valores aparecem nas folhas de pagamento e informe de rendimentos fornecidos pelo seu contador;
  • Campo “Contribuição previdenciária oficial”: digite a soma exata de todos os INSS que você pagou durante o ano. Também pode ser encontrado nas folhas de pagamento;
  • Campos “Imposto retido na fonte”, “13º salário” e “IRRF sobre o 13º” também estão nas folhas de pagamento.

Se a soma dos rendimentos no ano for menor ou igual a R$ 22.847,76 (cerca de R$ 1.900 por mês), você NÃO pagará imposto algum. É só a partir desse valor que começa a mordida.

Como declarar as dividendos/retiradas de lucros no Imposto de Renda

Clique no botão “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

imposto-de-renda-rendimentos-isentos-e-nao-tributaveis

Aqui declaramos os valores que NÃO são pró-labore, mas você simplesmente sacou da PJ. Como diz o nome, os valores de que trata essa tela NÃO são estão sujeitos ao Imposto de Renda.

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “Tipo de Rendimento”: selecione “09 – Lucros e dividendos recebidos”;
  • Campo “Beneficiário”: selecione “Titular”;
  • Campo “CPF/CNPJ da fonte pagadora”: digite o seu CNPJ;
  • Campo “Nome da fonte pagadora”: digite a razão social da sua empresa, como consta no documento;
  • Campo “Valor”: digite a soma exata de todo o dinheiro que você sacou para sua conta pessoal, subtraindo o valor dos pró labores.

4) Declarar gastos com saúde e educação

Caso você tenha despesas com faculdade, pós graduação e saúde / terapia em geral, esses valores podem abater o imposto de renda devido. Para lançá-los, clique no botão “Pagamentos Efetuados”.

imposto-de-renda-pagamentos-recebidos

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “Código” selecione o item que melhor descreve sua despesa;
  • Se aparecer o campo “CNPJ/CPF”, basta digitar o documento da empresa ou profissional que lhe prestou serviços;
  • No campo “Nome…”, vai o nome completo da empresa ou profissional;
  • No campo “Valor pago”, digite a soma de tudo o que você gastou com esse item, no ano inteiro, e que não foi reembolsado;
  • No campo “Parcela não dedutível/valor reembolsado”, você lança a soma de valores que de alguma forma lhe foram reembolsados. Exemplos são reembolsos de planos de saúde ou despesas pagas pela empresa.

5) Declarar carro e imóveis

Esses itens são declarados na tela “Bens e Direitos”, a mesma onde declaramos a sua firma. Na tela de cadastro, faça o seguinte:

Para veículos: Selecione o código “21”. Digitar o Renavam. E por fim digite quanto valia o bem em 31/12 do ano passado e do ano retrasado.

Para imóveis: Selecione códigos de 01 a 19 (conforme o tipo de imóvel). Digite o IPTU, data de aquisição, endereço, metragem, e quanto valia o bem em 31/12 do ano passado e do ano retrasado.

6) Declarar saldos no banco, poupança e aplicações

Assim como declaramos carros e imóveis, também é importante declarar quanto você tem no banco. Novamente, usamos a tela “Bens e Direitos” para isso. Na tela de cadastro:

Para saldo bancário no Brasil: Selecione o código “61 – Depósito Bancário em conta corrente no Brasil“. Informe o CNPJ do banco, sua agência e conta, e os saldos no final do ano passado e retrasado;

Para poupança: Código “41 – Caderneta de poupança”;

Para Tesouro Direto: Código “45 – Aplicações de Renda Fixa”;

Tanto o CNPJ do banco quanto os saldos constam no Informe de Rendimentos. As instituições financeiras são obrigadas a fornecer esse documento aos clientes, seja por correio ou bankline.

Ações, fundos e clubes de investimento, fundos imobiliários e outros investimentos também entram nessa tela. Vale lembrar que esses investimentos geram renda. E essa renda também precisa ser declarada! Mas isso foge do escopo desse post. 😉

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De qualquer forma, caso tenha alguma particularidade não atendida, fique à vontade para entrar em contato conosco. Use o formulário de contato ou os telefones abaixo:


Imposto de Renda 2018 – Prazos e alerta aos PJ’s

O Imposto de Renda 2018 exige declarações referentes ao ano de 2017. Para essa declaração, pouca coisa muda, mas há um grande alerta vermelho para o futuro dos profissionais PJ, principalmente os técnicos.

Prazos do Imposto de Renda 2018

A Declaração do Imposto de Renda 2018 deve ser entregue
entre 01 de Março até 30 de Abril de 2018.

Atrasos na entrega da declaração geram multa de 1% a.m., sendo a multa mínima de R$ 165,74.

Imposto de Renda 2018 - Prazos e Alerta para PJ

O ano de 2018 chegou com impactos aos profissionais PJ. As mudanças no Simples Nacional (Anexo III e fator “r”) elevaram para 15,5% o imposto pago por esses profissionais na pessoa jurídica. Quase triplicou!

A boa notícia é que é possível voltar a pagar os 6%. Mas para isso usa-se algumas estratégias que mexem muito com o Imposto de Renda do profissional PJ, coisa que antes não tinha muita importância.

No ano que vem, será normal ver profissionais PJ lidando com restituição de imposto de renda, despesas dedutíveis, etc. Mas saindo no lucro, caso tenham um contador perspicaz. 😉

Porém, é importantíssimo começar a organizar a contabilidade desde agora! Na verdade, desde Janeiro/2018. E melhor seria se isso tivesse sido feito ainda em 2017. No post Socorro! O que eu faço com esse imposto altíssimo?, explicamos mais detalhes dessa tragédia.

Novidades do Imposto de Renda 2018

As mais relevantes são:

  • que todos os dependentes com 08 anos ou mais (completados em 2017) precisam ter seu CPF informado! No ano passado, era 12 anos;
  • obrigatoriedade de informar o CNPJ da instituição financeira onde se tem saldos e aplicações.

Os aplicativos mobile são uma inovação, mas já existiam em 2017.

O resto é melhoria na interface e experiência do usuário. Mérito dos colegas da equipe técnica da Receita Federal.

Restituição do Imposto de Renda 2018

Segundo a Receita Federal, as restituições serão feitas nas seguintes datas:

15/06/2018
16/07/2018
15/08/2018
17/09/2018
15/10/2018
16/11/2018
17/12/2018

Reza a lenda que as restituições de imposto de renda são feitas por ordem de declaração, respeitando algumas prioridades (idosos, aposentados, pensionistas, etc.). Portanto, quanto mais rápido for enviada sua declaração, mais rápido pode vir a restituição.

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Fontes:

http://idg.receita.fazenda.gov.br /interface /cidadao/irpf/2018/

http://idg.receita.fazenda.gov.br/ interface/cidadao/ irpf/2018 /declaracao/novidades

http://idg.receita.fazenda.gov.br /orientacao/tributaria /restituicao-ressarcimento-reembolso-e-compensacao /restituicao/irpf/lotes /cronograma/2018

DEFIS – Como declarar + prazos e regras

Todo início de ano é marcado por obrigações diversas com o Governo. Seja imposto de renda, IPTU, IPVA, etc. Para os profissionais e corretores PJ, o DEFIS é mais uma dessas preocupações. Nesse artigo, vamos desmistificar essa sigla e mostrar como ficar em dia sem gastar um centavo, em poucos minutos e sem sair de casa.

Porém, se a sua empresa tem algum tipo de pendência, complicação ou passou por uma mudança recentemente, recomendamos que deixe esta e outras burocracias para um contador.

O que é DEFIS?

DEFIS, o Imposto de Renda do Simples Nacional

DEFIS significa “Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais”. Trata-se de uma declaração anual obrigatória para as empresas enquadradas no Simples Nacional, equivalente a uma espécie de “Imposto de Renda” simplificado para essas pessoas jurídicas.

Ela passou a vigorar em 2012. Antes disso, as informações nela contidas eram prestadas pela “DASN”, a qual foi então extinta.

Obrigatoriedade

Em suma, absolutamente todas as pessoas jurídicas enquadradas no Simples são obrigadas a enviar a DEFIS, mesmo que estejam inativas (sem nenhum faturamento nem mudanças estruturais).

A Lei prevê casos específicos de enquadramento, desenquadramento, processos administrativos, fusão, aquisição (…), mas vamos nos ater aqui somente aos detalhes relevantes ao cotidiano dos profissionais e corretores PJ.

Prazo

Em condições normais, o prazo para a entrega da DEFIS é o dia 31 de março seguinte ao ano ao que a declaração se refere. Por exemplo, a declaração de informações do ano de 2017 precisa ser feita até o dia 31/03/2018.

Vale lembrar que “até” não significa “em”. 😉

O atraso ou falta da DEFIS não acarreta multas por si só. Porém, com essa pendência a empresa não consegue calcular seus impostos e imprimir a guia do Simples (DAS) no sistema. Então, esses impostos acabariam sendo pagos com multa e juros, depois da regularização da DEFIS.

Como declarar a DEFIS

A DEFIS pode ser preenchida e transmitida através do Portal do Simples Nacional na internet (https://www8 .receita.fazenda .gov.br /SimplesNacional/controleAcesso /Autentica.aspx?id=6), o mesmo por onde se declara mensalmente o valor faturado para cálculo dos impostos e impressão de guias.

Ali, acessamos a tela através do menu DEFIS > Declarar.

DEFIS-DeclararRotineiramente, o profissional ou corretor PJ deve preencher a primeira tela indicando uma declaração do tipo “original”, sem situação especial e sem indicar nenhum “evento”.

Caso haja erros de preenchimento, é possível enviar uma declaração “retificadora” posteriormente, sem nenhuma multa, custo ou punição.

DEFIS - Tipo de declaração - Original ou RetificadoraNa próxima tela, o formulário está disponível no item “Informações econômicas e fiscais”, do menu à esquerda.

Para nós, PJs, a maioria desses campos são zerados. Principalmente os relacionados a mercadorias, estoques, funcionários, doações eleitorais, receitas do exterior, etc.

Mas não deixe de ficar atento às particularidades do seu CNPJ! Caso sinta-se inseguro com relação a esses detalhes, é altamente recomendável a assessoria de um contador, preferencialmente especializado em PJs.

Abaixo, vamos comentar os detalhes mais relevantes ou que geram dúvidas para profissionais e corretores PJ, e no final um print screen do formulário para ilustrar. Importante lembrar que todos os valores abaixo correspondem à soma do valor movimentado no ano inteiro.

Item 1 – Ganhos de capital (R$)

Refere-se à venda de bens. Normalmente, fica zerado.

Item 7 – Identificação e rendimentos dos sócios

Primeiramente, informar CPF e nome do empresário e dos outros sócios, caso haja.

Todos os campos do Item 7 podem ser copiados da Declaração do Imposto de Renda do mesmo ano, pois têm o mesmo nome e (deveriam ter) o mesmo valor, para não chamar a atenção do fisco.

Para cada sócio:

Item 7.1 – Rendimentos isentos pagos ao sócio pela empresa (R$)

Aqui você informa o valor total que a empresa transferiu para a pessoa física, exceto quando se tratar de pró-labore.

Quando você embolsa o lucro da sua empresa (seu salário), o Governo entende que houve uma “distribuição de lucros”, e a sua pessoa física fica livre* de recolher impostos sobre esse dinheiro.

*A retirada de lucros a título de rendimentos isentos está limitada por Lei a 32% do faturamento da PJ. Nenhum sistema valida isso, mas pode gerar multas e cobrança de impostos, se o Governo pensar que você tirou mais do que podia. E esse monitoramento seria bem fácil cruzando a DEFIS com notas eletrônicas, dados de financiamentos, dados bancários e investimentos da pessoa física.

Item 7.2 – Rendimentos tributáveis pagos ao sócio pela empresa (R$)

Pagamentos correspondentes a pró-labore, aluguéis, serviços, etc. Caso seu contador não declare retirada de pró-labore, o campo pode ficar zerado.

Até 2017, a retirada de pró labore não tinha muita importância para os profissionais PJ. Porém, com a chagada do Simples Nacional 2018 (novo Anexo III e fator “r”), esse detalhe tornou-se o único meio de evitar o execrável 15,5% na nota fiscal.

Item 7.3 – Percentual de participação do sócio no capital social da empresa no último dia do período abrangido pela declaração (%)

Se for uma empresa individual, 100.00. Em caso de sociedades, será necessário informar qual porcentagem cada sócio tem na empresa.

Item 7.4 – Imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos pagos ao sócio pela ME/EPP (R$)

Toda retirada de pró-labore acarreta um imposto de renda que a PJ adianta ao Governo. Esse dinheiro acaba sendo devolvido à pessoa física dependendo do caso.

Aqui vai a soma dos valores pagos no ano inteiro, coisa que você pode achar na Folha de Pagamento ou Informe de Rendimentos fornecido por seu contador.

Item 8 – Percentual de participação em cotas em tesouraria no capital social da empresa (%)

É um campo novo, acrescentado a partir do ano-base 2016.

“Cotas em Tesouraria” é uma outra forma de participação no capital da empresa. Elas costumam existir em empresas de maior porte. Não entraremos em detalhes, mas no caso de empresas individuais e profissionais PJ, não é normal haver cotas em tesouraria.

Portanto, zero aqui.

Item 9 – Total de ganhos líquidos auferidos em operações de renda variável

Esse título é errôneo no jargão financeiro! Tanto os ganhos de renda fixa (poupança, títulos e fundos) quanto variável (ações e afins) precisam constar nesse campo.

Caso sua conta bancária PJ tenha aplicações financeiras, é preciso informar os ganhos nesse campo.

Isso NÃO vai acarretar mais impostos, pois eles já são pagos pelo próprio banco. Geralmente, a instituição financeira emite um “Informe de Rendimentos” com essa informação.

Informações Econômicas e fiscais dos Estabelecimentos

Na teoria, cada “filial” da empresa precisa preencher os campos abaixo. Desnecessário dizer que PJs preenchem apenas uma cópia.

Item 3 – Saldo em caixa/banco no início do período abrangido pela declaração; e

Item 4 – Saldo em caixa/banco no final do período abrangido pela declaração

Ideal é ter uma conta PJ totalmente separada da pessoa física, pois no início de cada ano o banco envia um relatório com esses números. O correto seria informar o dinheiro exato em posse da empresa, e que NÃO foi embolsado pela pessoa física.

Para quem não tem nenhum controle, mas costuma embolsar todo o salário deduzido dos 6% de impostos, não há mal algum em zerar esses campos, já que a informação reflete sua rotina.

Item 11 – Total de despesas no período abrangido pela declaração

Simplesmente a soma das despesas da pessoa jurídica. Pode ser incluído itens como tarifas bancárias e contador. Não envolve compra de equipamentos ou bens!

Outros detalhes

Em 2018, o formulário ganhou algumas perguntas a mais depois do último item (15), sobre trânsito de mercadorias, produção rural, transporte de cartas, mudança de município, etc.

Para profissionais PJ, quase nada disso tem relevância. O único ponto de atenção é ter certeza de que sua PJ NÃO esteja com algum tipo de situação especial devido a decisões judiciais, concessões da prefeitura (…), para responder se “Sim” ou “Não” corretamente.

Como transmitir a DEFIS

Após o preenchimento, o contribuinte deve usar os botões “Salvar”, “Verificar Pendências” e “Transmitir”, na parte superior da tela para finalizar o procedimento.

Não é preciso preencher tudo de uma vez só. Ao “salvar” os dados, é possível retornar mais tarde ou em outro dia para continuar com o processo.

Feita a transmissão, é recomendável que o responsável pela empresa guarde o “recibo” da declaração. Ele pode ser baixado pelo botão “Gravar recibo”.

Conclusão

As empresas enquadradas no Simples Nacional não precisam declarar Imposto de Renda. Mas para manter seus controles, o Estado requer uma versão simplificada: a DEFIS. É uma obrigação do contribuinte e não pode ser esquecida.

Geralmente, o sistema abre no início do mês de Março.

Prints

DEFIS Identificacao e rendimento dos sociosDEFIS Informações Econômicas e fiscais dos Estabelecimentos

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