Como fugir do Anexo V usando o fator R

Relembrando, o Simples Nacional 2018 complicou algumas atividades cujo imposto era de 6% no Anexo III, com o perdão pelo trocadilho.

Veja aqui como fugir do Anexo V do Simples Nacional, de forma totalmente idônea e amparada pela Lei.

Lei Complementar 155/2016


Quem decide o valor dos seus impostos é o resultado da fórmula do fator “r” da sua empresa, a cada mês.

fator r = FP / RB, onde:

FP = Soma das despesas com folha de pagamento (salários, encargos e pró labore) dos últimos 12 meses;
RB = Soma da receita bruta (seu salário) dos últimos 12 meses.

Quando o fator “r” for menor que 28%, você está no Anexo V. Caso contrário, está tranquilo no Anexo III.

Tendo em vista que essa fórmula trabalha os 12 últimos meses, é muito complicado manipular o resultado em um único mês.

Se sua empresa foi recém aberta:

Se sua empresa é nova, ou está há um ano sem faturamento nenhum, é mais fácil fugir do Anexo V.

Simplesmente, peça para seu contador retirar como pró labore 28% de todo e qualquer valor que sua empresa fature.

Na hora de pagar o imposto do Simples Nacional (DAS), esse pró labore vai pesar na sua balança, e manterá sua empresa nos 6% do Anexo III.

Vale lembrar que o pró-labore, por sua vez, vai impactar no Imposto de Renda da sua pessoa física, e precisa ser corretamente declarado.

Porém, isso é mais do que compensado pela economia no imposto da PJ.

Se sua empresa já opera:

Mas se você tem uma empresa ativa, e quer migrar para o Anexo III, cuidado!

Não é com uma calculadora de 4 operações que você vai resolver isso.

Só é possível ter uma boa visibilidade das consequências de se mexer com fator “r” se você colocar a conta numa régua de, no mínimo, 24 meses.

O único jeito de estabilizar o seu fator “r” instantaneamente é declarar um pró-labore de 28% do seu faturamento anual, de uma vez.

Infelizmente, a matemática é fria: se você quiser fazer a transição em vários meses, vai acabar gastando mais dinheiro.

O opção mais em conta é tirar um pró-labore gigante numa porrada só. E arcar com o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) decorrente.

Nos meses seguintes à sangria, o seu imposto na PJ vai ser leve e suave.

Dependendo da declaração de IR da sua pessoa física, você pode até ser restituído pelo IRRF pago no ato, como foi o meu caso.


Por falta de orientações na internet, eu mesmo fiz uma planilha e a usei várias vezes: quando a Lei entrou em vigor; e quando fui efetivado pelo banco e tive que virar CLT.

Segue para download:

Atenção: qualquer manobra que você faça este mês só vai influenciar o fator “r” do mês que vem.

O fator “r” deste mês já foi determinado no mês passado.

A planilha vai te ajudar a testar inúmeros cenários e comparar o resultado agregado ao longo de até dois anos.

Mais do que isso: vai te ajudar a montar um cronograma tributário ao longo dos próximos dois anos. Tudo para não passar nem perto do Anexo V.

Experimente e me diga o que achou!

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O que é Assinatura Digital?

Assinatura digital é uma tecnologia que permite “assinar” documentos eletrônicos (PDF’s, Word, notas fiscais, etc) digitalmente, sem precisar imprimi-los.

Ela visa garantir a autenticidade de tais documentos e eliminar custos com cartório, deslocamento e logística.

Desde 2001 documentos assinados digitalmente tem validade jurídica no Brasil.

A base tecnológica das assinaturas digitais é o hashing, e elas são feitas com o uso de certificados digitais.

Não confundir com assinatura eletrônica, que não usa chaves criptográficas.

FGTS ainda rende pouco? Com relação a quê?

No Brasil sempre foi um lugar-comum afirmar que os valores depositados no FGTS “não rendem nada”.

Tendo em vista que costumam ficar no fundo por décadas, não precisa pensar muito para entender a mazela dos empregados em regime CLT (pelo menos esta).

Daqui para frente, será que as coisas continuarão assim? Vejamos:

FGTS = Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

Rendimento é bom, ruim ou depende?

FGTS = SELIC

Primeiro de tudo, quando se fala que uma aplicação financeira rende muito ou pouco, tal afirmação precisa vir acompanhada de uma referência.

No capitalismo, cada país possui uma taxa de juro básico. No Brasil, temos a taxa SELIC, que a grosso modo também é chamada de CDI.

(Economistas que me perdoem, mas coloquemos assim para fins didáticos…)

Taxa Básica de Juros = Taxa que as instituições financeiras usam para empréstimos entre si, e que o Governo oferece para investimentos em títulos públicos federais.

A taxa básica de juros não é constante; varia com o tempo, pois é um instrumento de política monetária. No Brasil, ela é atualizada a cada 45 dias pelo Banco Central.

A nossa taxa SELIC estava em 14,95% a.a. na ocasião do impeachment de Dilma Rousseff. Antes ainda, chegou aos incríveis patamares de 25% e 45% ao ano. Na época da hiper inflação, o percentual dos 5 dígitos.

Usando a SELIC/CDI como referência, podemos dizer que um investimento é bom quando rende mais que o CDI, e ruim quando rende menos que o CDI.

Na época das taxas citadas acima, podemos avaliar que o FGTS era um investimento péssimo, já que sempre rendeu apenas 3% ao ano.

Seguindo pelo rumo da História, Temer “entregou” a SELIC reduzida a 7% ao ano, o que já foi um recorde para o Brasil.

Já no momento em que publico esse post, a taxa está em 3% a.a., exatamente o mesmo rendimento do FGTS.

Não é o objetivo aqui explicar se isso é bom ou ruim, ou se chegamos aqui por motivos bons ou péssimos; isso daria assunto para 10 posts, além do ineditismo da situação.

FGTS Hoje

Fato é que existe uma expectativa de juros baixos no Brasil por muito, muito tempo. E isso muda o jogo no mercado financeiro.

Consequentemente, o FGTS ganha o status de reserva de emergência bem administrada.

Quando os juros baixos chegaram para ficar no primeiro mundo (isso há décadas), o investidor desejoso de maior rentabilidade não teve outro caminho além da renda variável (entenda-se: bolsas de valores).

Por mais que não faça parte da cultura do brasileiro, a opção tem sido progressivamente viabilizada por aqui.

Vide os bancos de investimento digitais, as casas de análise independentes que nos infernizam no YouTube, os próprios youtubers, etc.

Cenário de primeiro mundo

Então, o novo cenário é: dinheiro da reserva* fica no FGTS, e os savings mensais vão à Bolsa, ao risco.

Até já foi atribuída a Paulo Guedes uma intenção de “privatizar” a gestão o FGTS. Isto é: deixar que cada cidadão escolhesse um banco privado de sua preferência gerir o dinheiro, bem como escolher o tipo de investimento.

Isso seria ótimo. Melhor ainda: com uma taxa básica de juros tão reduzida, nem precisa mais de tanta boa vontade política.

*Lembrando que o FGTS só pode ser usado em caso de demissão, doença grave, aquisição de imóvel ou calamidade pública; tipo uma pandemia.

“FGTS” dos profissionais PJ

Quando o profissional é contratado como PJ, nem o empregador nem o Governo são responsáveis por fazer uma reserva de emergência para o cidadão. A responsabilidade é dele.

Neste caso eu recomendo sim, e mais ainda, que o PJ tenha um dinheiro guardado para demissões e outras emergências.

Como esse dinheiro é destinado ao imprevisível, ele deve estar numa aplicação sem risco de desvalorização, e com liquidez diária. Sugestões eu deixo nesse post.

A vantagem do PJ é a flexibilidade de decidir onde quer investir, e poder sacar quando julgar necessário, independente de pandemias ou demissões.


Mas lembrando que tudo isso depende das Reformas, do Ajuste Fiscal, da segurança jurídica e dos temas a estes relacionados. Por trás de uma SELIC baixa, existe altíssimas expectativas dos agentes financeiros globais sobre o Brasil, que uma hora vai ser cobrada.

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Home Office – Dicas e boas práticas

Ao pesquisar “dicas de home office” no Google, a primeira página é dividida entre os principais portais do país.

A maioria das dicas, em todos eles, parece repetir aquilo que é válido para qualquer rotina de trabalho normal: planejamento, pausas, distração, gerenciar o tempo, etc.

Sem ignorar o que tem de bom nessas fontes, trouxe ao Contrato PJ aquilo que aprendi trabalhando 6 (seis) anos em casa, na época em que dava consultoria.

Home office - 3 boas práticas determinantes

E principalmente pensando em quem não tem uma estrutura completa em casa para trabalhar.

Demarcar o território

Primeiramente, determine onde será a sua “estação de trabalho” em casa. Para trabalhar apenas ali, e mais em nenhum outro canto.

Esse lugar precisa ser o mais exclusivo possível. Enquanto ocupa esse espaço, também é importante não fazer outra coisa.

Explicação: dessa forma, o cérebro “aprende” onde é o local de trabalho; e onde é para relaxar. Isso se solidifica com a disciplina.

A pior coisa que uma pessoa pode fazer seria sentar na cama, ou no sofá da sala, e ali desenvolver suas atividades. Isso pode comprometer o sono, o lazer e o trabalho.

Numa certa época, eu usava a mesa da minha sala de jantar para isso. Na hora da refeição, eu retirava o notebook das vistas, e me sentava do outro lado da mesa para comer.

Quanto mais sólida for a fronteira psicológica entre trabalho e casa, mais natural será o home office.

Pode acreditar nos efeitos desse truque…

Tirar o pijama

Não é só o espaço que o cérebro reconhece. Na verdade, ele trabalha o tempo todo identificando padrões.

Por esse motivo, trabalhar de pijama pode ser tão sufocante quanto dormir de terno e gravata.

O que eu faço: Mesmo que ninguém vá me ver, ao acordar eu faço questão de primeiramente tomar o café da manhã, escovar os dentes, me vestir e me calçar.

E somente depois disso, ligo o computador e sento para trabalhar, como se estivesse em outro ambiente mesmo.

Obviamente, não precisa vestir um traje de gala. Nessas situações até vai bem aquela bermudinha…

Comunicação recorrente

E para quebrar os efeitos do isolamento, nada melhor do que manter a comunicação com seus chefes e colegas.

Uma boa estratégia seria instituir as famosas daily’s (reuniões diárias de 15 minutos para alinhamento do dia, tal como define o Scrum).

Mas mesmo além das daily’s, pode ser benéfico aproveitar mais oportunidades de contato humano, preferencialmente por chamada de voz e/ou vídeo, em vez do chat.

Os perigos do isolamento

Em 1545, o Duque Cosimo I de Médici contratou o renomado pintor Jacopo da Pontormo para decorar a capela principal da igreja de San Lorenzo, em Florença.

Já idoso, e decidido a criar sua obra prima, Pontormo trancou a capela e passou 11 anos trabalhando na pintura, raramente saindo de lá.

O sigilo era sua principal condição; e reforçou a segurança quando alguns curiosos tentaram espiar o trabalho em andamento.

Infelizmente, Pontormo morreu antes de acabar o trabalho. E o que foi encontrado dentro da capela?

A falta de proporção era total.

As cenas esbarravam umas nas outras.

Figuras de histórias diferentes se justapunham, numa quantidade enlouquecedora.

Pontormo perdera o sentido da composição geral.

As 48 Leis do Poder, por Robert Greene – Lei 18 – O Isolamento é perigoso

Vassari, amigo de Pontormo, tentou descrever o que viu logo após a morte do amigo, mas parou no meio:

“Acho que ficaria louco se continuasse.”

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Fontes:

https:// www .catho .com .br /carreira -sucesso /carreira /5 -dicas -para -ser -produtivo -no -home -office/

https:// exame .abril .com .br /carreira /precisa -fazer -home -office -por -causa -do -coronavirus -confira -as -dicas/

https:// meunegocio .uol .com .br /academia /gestao -de -empresas /9 -dicas -para -trabalhar -em -home -office -sem -enlouquecer .html

https:// www .infomoney .com.br /carreira /coronavirus -e -home -office -5-dicas -para -manter -a -produtividade -trabalhando -de -casa/

GREENE, Robert. As 48 Leis do Poder. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2000.

Coronavírus: Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda – MP 936/2020

A Medida Provisória (MP 936/2020) tem por objetivo flexibilizar as normas trabalhistas durante a pandemia de Covid-19, afim de evitar demissões e falências em massa.

Fica instituído então o assim denominado “Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda”.

Um ponto dessa MP pouco explicado na mídia, e que até cabe ao Contrato PJ, é a sua aplicabilidade. Visto que não se estende a todos os empregos.

O Artigo 3º do Capítulo II deixa claro a quem não se aplica a MP:

  • Funcionários da administração pública (União, Estados e Municípios)
  • Funcionários de empresas públicas e mistas
  • Órgãos internacionais

O texto não deixa isso claro, mas como sua aplicabilidade é lastreada na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), fica subentendido que também não inclua os profissionais PJ.

Uma vez nomeados os excluídos, vamos à principal mensagem desse post.

Além da MP 936/2020, existem várias outras iniciativas para proteger a renda da população: Auxílio a trabalhadores informais, aos MEI’s e prorrogações dos mais diversos prazos.

Na minha leitura, fica evidente um esforço dos governos para conter o impacto econômico da Praga da forma mais ampla possível, e sem “esquecer nenhum brasileiro”, como se tem dito…

Coisa que por sinal vai evaporar o nosso ajuste fiscal, embora por uma boa causa.

O que é a MP 936/2020 para os profissionais PJ?

Tecnicamente, a MP 936 não muda em nada a vida dos profissionais PJ, visto que não somos empregados diante da Lei.

Mas seguindo o bom senso, ela pode sim representar uma referência para empregadores e PJ’s que precisem rever a quantidade de horas trabalhadas por dia.

Notemos que essa situação é grave e inusitada (falando do aspecto econômico).

E em situações assim não cabe seguir receitas de bolo, e nem exigir o cumprimento estrito de regras.

Não existe lista de prioridades quando o prédio pega fogo. Projeto é projeto; produção é produção.

Dificilmente o Governo vai baixar um decreto tratando especificamente de profissionais PJ. Afinal, essa relação se equipara ao relacionamento de dois empresários: um cliente e um fornecedor.

E como tal, negociações de como reagir a esse incêndio devem ser permeadas de maturidade e bom senso das duas partes.

Inclusive, é até mais fácil chegar num acordo realmente bom sem interferência do Governo, sindicatos e leis quase centenárias.

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Fontes:
http:// www.in.gov.br /en /web /dou /- /medida -provisoria -n-936 -de -1-de -abril -de -2020 -250711934

Coronavirus: Prorrogado o vencimento dos impostos do Simples e MEI

Como parte de um pacote para minimizar os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Governo decidiu prorrogar o prazo de pagamento dos impostos do Simples Nacional e MEI.

Resolução CGSN nº 152, de 18 de março de 2020

  • Os impostos de Março/2020, cujo vencimento original seria em 20 de Abril, fica prorrogado para 20 de Outubro;
  • Os impostos de Abril/2020, cujo vencimento original seria em 20 de Maio, fica prorrogado para 20 de Novembro;
  • Os impostos de Maio/2020, cujo vencimento original seria em 20 de Junho, fica prorrogado para 20 de Dezembro.

Os impostos de Fevereiro continuam com vencimento em 20 de Março.

A resolução não implica em direitos de devolução para impostos já pagos.

Dias depois, a Resolução CGSN nº 153 também prorrogou o prazo para apresentação da DEFIS e da DASN-Simei, para 30 de Junho de 2020.

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Fontes:

http://www.in.gov.br /en /web /dou /-/resolucao -n -152 -de -18 -de -marco -de -2020 -248649668

http:// receita .economia .gov. br /noticias /ascom /2020 /marco /aprovada -resolucao -no -152-2020 -que -prorroga -o-prazo -para -pagamento -dos -tributos -federais -no -ambito -do -simples -nacional

https:// receita .economia .gov .br /noticias /ascom /2020 /marco /resolucao -adia -prazo -para -entrega -de -declaracoes -das -empresas -do -simples -nacional -e-do -microempreendedor -individual

Como receber dinheiro do Exterior

Não é incomum, sobretudo na área de TI, profissionais trabalharem de casa para empresas de fora do País.

Neste artigo vou explicar como faturar seus serviços e receber dinheiro do Exterior. É mais fácil do que parece.

Pessoa Física ou Jurídica

Nesse cenário, também, a PJ tem a mesma vantagem sobre a pessoa física.

Nada impede um cidadão de receber dinheiro do exterior em sua conta de pessoa física. Ele só é obrigado a declarar esse dinheiro no Imposto de Renda, e pagar mensalmente uma alíquota que pode chegar a 27,5%.

Já uma empresa, deve fazer um trâmite de faturamento bem parecido com o que faria para um cliente nacional.

Da mesma forma que recomendamos a qualquer profissional PJ, o mais coerente é abrir uma pessoa jurídica enquadrada no Simples Nacional, para faturar ao exterior.

Quanto a impostos, você vai pagar exatamente o mesmo que pagaria se seu empregador estivesse no Brasil. Mais detalhes aqui: Quais impostos a pagar sendo PJ.

Como faturar para o exterior

Dois passos:

  • Para o Governo Brasileiro: Emitir uma nota fiscal, do mesmo jeito que se faria a um cliente nacional, mas informando que o serviço foi prestado para o exterior. Qualquer sistema de faturamento, inclusive o site das prefeituras, deve ter essa opção.
  • Para o contratante do seu serviço: Enviar uma invoice.

Como emitir uma Invoice

Invoice é um termo internacionalmente reconhecido. Trata-se de um documento que representa uma transação comercial ou prestação de serviços.

No Brasil, o que mais se aproxima de invoice é nota fiscal e boleto, mas não são exatamente a mesma coisa.

Para gerar uma invoice, basta pegar um modelo (existem vários na internet), e preencher com os dados do seu serviço. Não precisa de sistema nem banco para emitir.

As principais informações que devem constar numa invoice são:

  • Nome e endereço do contratante
  • Nome e endereço do contratado
  • Valor a ser pago
  • Data de emissão
  • Discriminação do serviço prestado
Exemplo de Invoice. Fonte: Conube.

Como receber o pagamento do exterior

Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Existem vários meios e serviços para enviar e receber pagamentos do exterior.

Além das mesas de câmbio dos bancos, temos PayPal, WireTransfer, entre outros.

Geralmente, as empresas contratantes já tem políticas definidas de como enviar o pagamento, e passam as instruções para seus contratados.

Como prestadores de serviços, a parte que mais requer a nossa atenção é a forma de documentar a declarar ao nosso Governo os ganhos vindos do exterior.

Fontes:
https://www.devpleno.com/ como- receber- de- empresas- estrangeiras

https://conube.com.br/blog/ o- que- e- invoice

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Cuidado com a Reforma Tributária, PJ’s

Depois da saga da Reforma da Previdência no Congresso, chegou a hora de falarmos da Reforma Tributária. Esta sim afeta diretamente o bolso dos profissionais PJ.

Primeiro, é importante ressaltar que tudo o que temos atualmente são propostas e declarações, mas nenhuma lei ou mudança concreta, ainda.

Mas já é suficiente para estimar o impacto financeiro na vida dos profissionais PJ a partir de 2020.

Quando se fala em Reforma Tributária, existem dois núcleos de maior importância:

1-) Unificação de Impostos

Este tópico pode ser chamado de “simplificação tributária“, pois consiste em unificar cinco impostos em um único: o IBS – Imposto sobre Bens e Serviços.

É disso que trata a PEC 45 (por Dep. Baleia Rossi, MDB-SP), já em tramitação no Congresso. Para quem é PJ e está no Simples Nacional, como recomendamos, não deve haver diferença alguma.

Mas deve ser bem positivo para o País. Os empresários fora do Simples sabem o trabalho que dá cuidar de PIS, COFINS, ISS, IPI e CSLL todo mês.

2-) IR e Tributação de Dividendos

Aqui a luz vermelha acende para nós. 🛑

Se você já assistiu o meu vídeo “Quais impostos a pagar sendo PJ”, deve ter entendido que 70% dos nossos ganhos são ISENTOS de qualquer tributação, pois são declarados como “dividendos”.

O Governo estuda qual alíquota seria aplicada sobre os dividendos. Hoje o instrumento é isento do IR.
Fonte: Folha de S. Paulo

Pelo que se tem falado desde a campanha eleitoral, a ideia seria aliviar o Imposto de Renda sobre salários CLT e pró-labores; e conjuntamente tributar os dividendos (seja de empresas individuais, sociedades ou vindos de ações em bolsas de valores).

Os iguais não pagam a mesma coisa. Isso acontece devido à "pejotização", na qual profissionais constituem empresa individual e pagam bem menos imposto.
Fonte: Correio Braziliense

Mas o motivador para isso não somos só nós, PJ’s. Acredite: as pessoas mais ricas do País não vivem de salário.

Eles são empresários e grandes acionistas de empresas de capital aberto. Vivem de dividendos. E por qual motivo esses caras não pagam imposto de renda? 🤔

Para ser pragmático, o que mais importa agora é estar pronto para a mudança. E aprender com as turbulências do passado…

Explico logo adiante:

Na última “reforma tributária”…

No início do ano passado, o Simples Nacional passou por uma mini reforma, apesar de bombástica para os profissionais PJ.

Simples Nacional 2018: Matérias na mídia

Em resumo, nós passamos de uma hora para outra a pagar 3x (três vezes) mais impostos.

Nós, do Contrato PJ, até alertamos com uma certa antecedência, mas parece que os alertas só foram vistos em cima da hora…

Pelo menos, é o que o Analytics do blog mostra:

Google Analytics Contrato PJ
Acessos o Contrato PJ em Janeiro/Fevereiro de 2018. Fonte: Google Analytics

Pior de tudo: muitos contadores e aplicativos de contabilidade também estavam igualmente despreparados.

Não sabiam ajudar seus clientes a evitar aquele imposto altíssimo, e ainda se irritavam com o legítimo desespero dos mesmos. Nós recebemos muitas queixas assim…

É muito cômodo para um escritório ou aplicativo de contabilidade cumprir seu dever de calcular o imposto, e não fazer nada diante de mudanças que destroem o orçamento dos seus clientes.

Contrato PJ existe desde 2015, e se você der uma olhada em nosso histórico de postagens, verá que sempre damos todas as informações para profissionais virarem PJ de forma legal, vantajosa e segura.

Tanto para lidar com contadores quanto com a Lei e o Governo.

Estamos na iminência de mais uma metamorfose tributária no Brasil.

Como disse lá em cima, tudo que existe agora são ideias e propostas. E por aqui vamos apontar a melhor forma de os profissionais PJ se adiantarem à Reforma Tributária.

Esteja atento(a)!

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Profissionais PJ precisam de contadores mais coerentes!

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Programmer Work Environment

Game of Life

Caro Leitor,

Certa vez, dois grandes amigos de adolescência encontram-se numa mega empresa fabricante de jogos eletrônicos.

Ambos eram aficionados por games, e acabaram tornando-se desenvolvedores especialistas em simulações.

Conheceram-se no Ensino Médio, e depois acabaram cursando a mesma faculdade e curso: Ciência da Computação com Ênfase em Games. Ambos formaram-se sem repetir nenhum semestre, e com notas acima da média. 

Ambos com as mesmas dificuldades financeiras, vindos de famílias com mesma cultura e mesmo poder aquisitivo.

Quinze anos depois da formatura, Rafael vai trabalhar na mesma fabricante de jogos onde Bruno já estava havia alguns anos. Seus cargos eram iguais: Senior Game Developer

Era bem fácil passar horas conversando na hora do almoço e no café, pois os dois tinham experiências em simuladores de vôo, esportes, tiro em primeira pessoa, Fórmula 1 e realidade virtual.

Bruno estava feliz terminando de pagar, finalmente, seu Hyundai HB20 2015. Sua viagem mais excitante fora para algumas praias do Nordeste. Nem por isso a vida era fácil, pois frequentemente via-se sem dinheiro, e pegando empréstimos no banco. Não era incomum sua namorada pagar a conta, antes de ela terminar.

Já Rafael, andava em uma BMW Série 1 quitada. Tinha seu passaporte todo carimbado pois viajava frequentemente para fora do Brasil. A última viagem fora um tour pelo Vale do Silício. Rafael tinha cerca de 20 vezes o seu salário guardado no banco, e reservas para suas viagens, troca de carro e outros objetivos.

Por que tamanha diferença entre dois profissionais de mesma idade e cargo?

Bruno trabalhara a vida toda como CLT. Nunca aceitou trabalhar sem carteira assinada.

Rafael descobriu como ser PJ bem cedo, e aprendeu tudo o que pôde sobre as boas práticas nesse regime.

Conte conosco!

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✅ Saiba para onde vai cada centavo dos impostos, na CLT e na PJ.
 
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Atualizada em 2020

Inclui Fator “r”, pró-labore, INSS e Imposto de Renda PF.

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