Imposto de Renda: Guia Rápido para PJ’s

Nesse post vou explicar como e com que valor se deve preencher os principais itens que um profissional PJ precisa incluir na sua Declaração de Imposto de Renda.

Contudo, nada impede que você, em específico, tenha mais informações a declarar.

As principais fontes de informação são: informes enviados por instituições financeiras, por empregadores e por sua contabilidade.

Imposto de Renda: Guia rápido para PJ's

1) Informar Dados pessoais básicos

O primeiro passo é baixar o aplicativo do IRPF 2018, disponível no site da Receita Federal.

Após instalar, criar uma nova declaração e preencher os seus dados pessoais básicos, acessando as telas dos botões abaixo (que estão disponíveis na aba “Início” do programa).

imposto-de-renda-botoes-identificacao-e-dependentes

Identificação do Contribuinte: Basta preencher a tela com seus dados pessoais, sem segredo.

Dependentes: cadastrar seus dependentes (caso haja) nessa tela.

2) Declarar que você possui uma empresa

A sua firma faz parte do seu patrimônio, e vamos declará-la agora. Clique no botão Bens e Direitos.

imposto-de-renda-botao-bens-e-direitos

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “Código”: selecione “39 – Outras participações societárias“;
  • Campo “País”: selecione “105 – Brasil“;
  • Campo “CNPJ”: digite o seu CNPJ;
  • Nos campos “Situação”, digite o valor do capital social em cada data. Essa informação pode ser consultada no cadastro do CNPJ, no site da Receita Federal.

3) Declarar o salário da sua pessoa física

Um empresário possui dois tipos de remuneração: o Pró Labore e os Dividendos (também chamado de “Retirada de Lucros”).

A partir do ano de 2018, com as mudanças no Simples Nacional, ficou muito importante saber usar essas duas formas balanceadamente. Pois assim consegue-se evitar o novo imposto de 15,5%!

Vejamos a seguir como declarar cada uma:

Como declarar Pró Labore no Imposto de Renda

Clique no botão “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ pelo Titular”.

imposto-de-renda-rendimentos-tributaveis-recebidos-de-PJ-pelo-titular

O Pró Labore é considerado “tributável”, pois sobre ele incide Imposto de Renda.

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “CPF/CNPJ da fonte pagadora”: digite o seu CNPJ;
  • Campo “Nome da fonte pagadora”: digite a razão social da sua empresa, como consta no documento;
  • Campo “Rendimentos recebidos…”: digite a soma exata de todos os pró labores registrados ao longo do ano, descontando o INSS, se tiver. Esses valores aparecem nas folhas de pagamento e informe de rendimentos fornecidos pelo seu contador;
  • Campo “Contribuição previdenciária oficial”: digite a soma exata de todos os INSS que você pagou durante o ano. Também pode ser encontrado nas folhas de pagamento;
  • Campos “Imposto retido na fonte”, “13º salário” e “IRRF sobre o 13º” também estão nas folhas de pagamento.

Se a soma dos rendimentos no ano for menor ou igual a R$ 22.847,76 (cerca de R$ 1.900 por mês), você NÃO pagará imposto algum. É só a partir desse valor que começa a mordida.

Como declarar as dividendos/retiradas de lucros no Imposto de Renda

Clique no botão “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

imposto-de-renda-rendimentos-isentos-e-nao-tributaveis

Aqui declaramos os valores que NÃO são pró-labore, mas você simplesmente sacou da PJ. Como diz o nome, os valores de que trata essa tela NÃO são estão sujeitos ao Imposto de Renda.

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “Tipo de Rendimento”: selecione “09 – Lucros e dividendos recebidos”;
  • Campo “Beneficiário”: selecione “Titular”;
  • Campo “CPF/CNPJ da fonte pagadora”: digite o seu CNPJ;
  • Campo “Nome da fonte pagadora”: digite a razão social da sua empresa, como consta no documento;
  • Campo “Valor”: digite a soma exata de todo o dinheiro que você sacou para sua conta pessoal, subtraindo o valor dos pró labores.

4) Declarar gastos com saúde e educação

Caso você tenha despesas com faculdade, pós graduação e saúde / terapia em geral, esses valores podem abater o imposto de renda devido. Para lançá-los, clique no botão “Pagamentos Efetuados”.

imposto-de-renda-pagamentos-recebidos

Na tela que se abre, clique no botão “Novo” e preencha com os seguintes valores:

  • Campo “Código” selecione o item que melhor descreve sua despesa;
  • Se aparecer o campo “CNPJ/CPF”, basta digitar o documento da empresa ou profissional que lhe prestou serviços;
  • No campo “Nome…”, vai o nome completo da empresa ou profissional;
  • No campo “Valor pago”, digite a soma de tudo o que você gastou com esse item, no ano inteiro, e que não foi reembolsado;
  • No campo “Parcela não dedutível/valor reembolsado”, você lança a soma de valores que de alguma forma lhe foram reembolsados. Exemplos são reembolsos de planos de saúde ou despesas pagas pela empresa.

5) Declarar carro e imóveis

Esses itens são declarados na tela “Bens e Direitos”, a mesma onde declaramos a sua firma. Na tela de cadastro, faça o seguinte:

Para veículos: Selecione o código “21”. Digitar o Renavam. E por fim digite quanto valia o bem em 31/12 do ano passado e do ano retrasado.

Para imóveis: Selecione códigos de 01 a 19 (conforme o tipo de imóvel). Digite o IPTU, data de aquisição, endereço, metragem, e quanto valia o bem em 31/12 do ano passado e do ano retrasado.

6) Declarar saldos no banco, poupança e aplicações

Assim como declaramos carros e imóveis, também é importante declarar quanto você tem no banco. Novamente, usamos a tela “Bens e Direitos” para isso. Na tela de cadastro:

Para saldo bancário no Brasil: Selecione o código “61 – Depósito Bancário em conta corrente no Brasil“. Informe o CNPJ do banco, sua agência e conta, e os saldos no final do ano passado e retrasado;

Para poupança: Código “41 – Caderneta de poupança”;

Para Tesouro Direto: Código “45 – Aplicações de Renda Fixa”;

Tanto o CNPJ do banco quanto os saldos constam no Informe de Rendimentos. As instituições financeiras são obrigadas a fornecer esse documento aos clientes, seja por correio ou bankline.

Ações, fundos e clubes de investimento, fundos imobiliários e outros investimentos também entram nessa tela. Vale lembrar que esses investimentos geram renda. E essa renda também precisa ser declarada! Mas isso foge do escopo desse post. 😉

Aceita uma ajuda com Imposto de Renda?

De qualquer forma, caso tenha alguma particularidade não atendida, fique à vontade para entrar em contato conosco. Use o formulário de contato ou os telefones abaixo:

Entrevista de emprego: Como não contratar (ou ser) um infame

Infame: adj. m. e f. Indigno; irrelevante; desprezível; que provoca desprezo ou repugnância por ser de péssima qualidade.

Todo selecionador que carrega nas costas o trabalho de recrutar profissionais para uma companhia tem uma grande preocupação: decidir pela pessoa certa. Pois o comportamento do contratado refletirá a imagem do seu trabalho. Por causa disso toda a busca de profissionais e preparo da entrevista é feita de maneira antecipada e com muito cuidado.

Muitas companhias não avaliam apenas o conhecimento técnico do candidato à vaga, mas principalmente seu perfil pessoal. O perfil é constituído principalmente da sua postura e comportamento. Muitos candidatos são reprovados devido a detalhes imprescindíveis.

Entrevistas de emprego: como não ser infame

Erros mais grotescos e comuns em entrevistas de emprego

Chegar atrasado

Quando não se pesquisa o trajeto, tempo de chegada ao local, endereço e distância, corre-se o risco de chegar atrasado e afobado, com ar de preocupação e afoito ao responder as perguntas iniciais… Além da sede, de tomar um copão de água por chegar correndo, com o cabelo desajeitado, maquiagem já nas últimas condições de tanto que passou a mão na testa, nariz, roeu as unhas de ansiedade, etc. Geralmente uma sala de entrevista é rigorosamente separada na agenda da empresa inteira, isto é, para te atender exatamente na hora combinada. Um descuido seu pode impactar em todo o seu processo e até em outras pessoas. É muito mais elegante ligar com antecedência para avisar do atraso, bem como dar uma satisfação sobre o que houve e onde está. Ou mesmo tentar remarcar a entrevista.

Mascar Chiclete

É um erro óbvio, porém muitos se esquecem de jogar fora. Vale muito para ficar com bom hálito, mas o costume de mascar chicletes pode te levar a esquecer de jogar fora ao chegar. O candidato não é avaliado apenas quando está à frente do entrevistador; pode ser também observado pelo porteiro, recepcionista, segurança e todos ao redor. Ninguém gostaria de ver uma pessoa parecendo um bicho, com a boca aberta passando o chiclete de um lado ao outro. Poupe-nos…

Atender o celular no momento da entrevista

Hoje a comunicação é constante com aplicativos sociais e de mensagens. É inevitável que no percurso você esteja com o celular em mãos. Não adianta colocar para vibrar ou no modo silencioso, se no momento da entrevista o alarme toca, fazendo a pessoa lembrar-se de compromissos, lembretes e outras notificações. Desligue-se geral. O seu compromisso agora é com o selecionador.

Falar mal da última empresa

Se a pessoa fala mal da última empresa, chefe, setor entre outras coisas, invariavelmente perderá pontos diante do entrevistador. Problemas todos temos, inclusive as empresas. Mas você deve guardar todo o seu rancor, tristeza e chateação no bolso, por mais que tenha razão. Um ambiente organizacional também é reflexo do trabalho do RH. Será que vão te contratar sabendo que depois você pode expor os defeitos daquela organização externamente?

Não marque suas entrevistas de emprego com assuntos negativos. Você pode parecer com ar de intrigante e mal-agradecido mesmo não sendo assim.

Mentir

Já vi casos de recrutadores perguntarem se o candidato sabe falar inglês e na hora do teste não saber formular sequer uma frase. Não perca seu tempo, nem o do entrevistador, contando falsos atributos profissionais. Não deveria ser necessário orientar um profissional a não faltar com a verdade…

Ir com roupa inadequada

Não é porque a empresa tem um uniforme vermelho que você deve ir assim no dia da entrevista de emprego. Seja coerente. Não vá com roupas apertadas, decotes, pernas à mostra, calça social curta (para os homens) e meia branca. Às vezes chega de tênis por ter feito um percurso cansativo, e pede para a recepcionista guardá-los e manter o segredinho básico. Não dá! Já imaginou que seu entrevistador pode não lhe deixar a sós de novo com a comparsa? Aí você acaba esquecendo os calçados lá, e a recepcionista te “queima” no setor de recursos humanos em busca do telefone do esquecido…

Falar alto demais

Saber que você é um bom comunicador todos podem. Mas o entrevistador não é obrigado a perder a audição por causa disso. Então fale mais baixo em salas fechadas. Caso a entrevista seja coletiva ou em sala maior, aí já é outra história.

Não saber os seus pontos positivos e negativos

O entrevistador não quer saber exatamente qual seu ponto positivo… Ele quer saber como você vai se sobressair a falar de um ponto negativo seu a melhorar. Quer ver sua sinceridade. Não aponte o perfeccionismo como defeito: se for tão perfeccionista assim, a ponto de negar tempo para outras coisas que também precisam de sua atenção, já é uma doença… E essa resposta já se tornou conhecida.

Não saber sobre a vaga e a empresa

Isso faz com que o entrevistador repasse todo um resumo da companhia. Isso porque você não se deu o trabalho de pesquisar, embora faça perguntas a respeito. Isso mostrará que teve menos interesse pela vaga do que outros candidatos. Se atente, acorde e faça o básico pelo menos para saber o nome da empresa.

Não ter perspectiva de nada

Saiba porque chegou naquela empresa, você não precisa parecer um deslocado: “o que eu vim fazer aqui?”. Saiba pra que veio e aonde quer chegar sendo o grande profissional que é.

Bom, esta foi uma pequena amostra dos erros mais grotescos cometidos em entrevistas de emprego. Saiba ser agradável ao chegar à empresa. Seja simpático, porém discreto. Cortez e educado, em vez de arrogante e autossuficiente. Quando te oferecerem café, aceite. Prove-o e elogie a copeira, ganhe as pessoas para si ao seu redor. Dessa maneira você perceberá que a sua presença faz a diferença por onde passa.


Meury HermanoMeury Hermano é formada em Recursos Humanos, pós graduada e MBA em Gestão de Pessoas, atuante no mercado de RH há dez anos.

Próspero 2017, e olhando pra frente!

Sim, fiz questão de publicar uma mensagem apenas NO ano novo, já em 2017, até para não me misturar com o tanto de coisa que chegou em suas caixas de entrada durante as épocas festivas. Um dos motivos da baixa frequência de posts em Contrato PJ é que o assunto é escasso. Não tem cabimento eu ficar inventando motivos para alimentar o blog (apesar das boas práticas de SEO) sem ter nada relevante para compartilhar.

Trabalho PJ em 2017

A ideia aqui é que os leitores usem o blog e materiais como um guia (para consulta) e alerta (newsletters) sobre como atuar nas profissões pejotizadas. Passadas as comemorações, vou tentar traçar um panorama das perspectivas econômicas e de emprego, com base em tudo o que tenho lido. Esse é meu convite para olharmos adiante, com pouco ou nenhum foco no desastre pregresso.

Ponto de Inflexão: Em matemática, ponto de inflexão é quando o resultado de uma função deixa de ser negativo para ser positivo. Ou seja, troca o sinal. Em termos estritamente econômicos, não resta dúvida de que o Brasil passou por isso no ano passado. Troca de governo, reformas, responsabilidade fiscal, conduções coercitivas (…), revés da inflação, sinais da bolsa de valores, e uma série de indicadores econômicos mostram que o país passou pelo fundo do poço, e está criando meios para voltar a crescer sustentavelmente.

Ponto de Inflexão, porém: De fato, bem no final do ano o noticiário político-econômico começou a azedar… As previsões de alguns dos vários indicadores (PIB, etc.) pararam de melhorar para recuar. Na minha visão, compartilhada por vários economistas a quem admiro muito, duvido que isso signifique mais do que uma correção do otimismo exagerado do momento anterior.

Empregos: Quase todo jornalista especializado repete “O emprego é o último a se recuperar de uma crise”, e de fato isso tem acontecido. As estatísticas oficiais de emprego e taxa de ocupação (PME e PNAD, divulgadas pelo IBGE) separam os trabalhadores em dois grupos: os com carteira assinada (CLT) e os “informais”. Vale lembrar que essa estatística não mede a rotatividade do pessoal. Mesmo em crise, há empresas demitindo funcionários para substituí-los, e não para cortar custo. Também há profissionais trocando de emprego por vontade própria; vi vários no ano passado.

Empregos PJ: A principal característica das profissões pejotizadas é os altos salários, normalmente devido à escassez de mão de obra. No meu campo de atuação, em particular, não tenho visto ninguém ficar desempregado mais do que poucos meses. Sempre tem aquela “consultoria” precisando de um “recurso” para integrar um “time” de um certo “projeto”. Talvez não seja possível conseguir uma longa alocação, mas convenhamos, é melhor alguns meses do que nada. Para quem está ocioso, abaixo relato a combinação dos principais métodos de se arrumar emprego:

  • Assinar um serviço pago de recolocação bem conhecido, pelo menos por um mês, e usá-lo à exaustão;
  • Fazer contato, via email e LinkedIn, com recrutadores de todas as consultorias e outsourcing que for possível encontrar no Google;
  • Passar oito horas por dia nas dicas acima.

Meus votos para esse ano são, não somente que vocês realizem seus sonhos e projetos pessoais, mas que sua busca traga o máximo de aprendizado e crescimento possível para que, quando seus desejos chegarem, haja condições de conservá-los para sempre!

Se vocês têm alguma dúvida ou desejam ler sobre algum tema inerente a profissões pejotizadas e afins, que ainda não abordamos no blog, por favor, mandem-nos um email!

PS: Evitei ficar expondo números e percentuais, pois detesto ler textos que o fazem. Para quem quiser informações mais precisas, segue links abaixo:

PNAD: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3351

Relatório Focus: https://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20161230.pdf

Balanço do IBovespa: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/5966726/ibovespa-sobe-tem-melhor-ano-desde-2009-puxado-por-commodities

 

 

 

Inteligência emocional em profissionais de TI

Imagine-se concorrendo a uma vaga em uma organização na qual quer muito entrar e fazer parte daquela equipe. Uma empresa reconhecida pelo mercado de trabalho entre outros fatores de destaque. Aí você depara com uma forte seleção de candidatos, com aplicação de testes, exames, concorrências, dinâmicas, atividades, demonstração de projetos, testes de idiomas, apresentações… Enfim… Ufa… Quanta coisa hein…

Mas, depois de longas etapas para chegar lá, você percebe que há uma pequena barreira naquele novo local de trabalho. Imagine-se fazendo o maior esforço para falar algo óbvio, mas ninguém ouve, e quando ouve não entende. Aí você percebe que não se enquadra no perfil emocional daquele ambiente. – Como assim não me enquadro? O que de fato acontece comigo ou com esse lugar? O que devo fazer então?

Inteligência Emocional em profissionais de TI

O perfil emocional de um ambiente de trabalho depende do comportamento profissional que aquela área exige. Por mais que você tenha mostrado toda capacidade de atuar em sua função, comprovando sua habilidade técnica, entre outros fatores de aprovação, seu perfil em um ambiente de trabalho depende unicamente de você!!! Sim, isso mesmo, você deve ser o responsável por se adequar àquele local!

Vou explicar melhor: Há pessoas que são tímidas, acanhadas, vergonhosas, falam pouco, sentem-se um peixe fora d’água em ambientes onde há muita conversa, bate papo, brincadeiras, piadas, descontração e animações, etc. Outras tem boa influência e equilíbrio emocional (seja natural ou adquirido durante o tempo), e isso a ajuda a se envolver tranquilamente. Essas são características de pessoas que possuem um quociente emocional elevado, e facilmente se adequam em momentos oportunos sem se tornar inconveniente ou sem graça com os demais, e claro, não deixando de fazer suas obrigações. Aqueles que carecem de tal equilíbrio emocional sentem dificuldades de adaptação e não possuem a mesma facilidade em se adequar a novos tipos de ambiente.

Muitos líderes se destacam profissionalmente por terem QI (quociente de inteligência) mediano e um QE (quociente emocional) elevado. Isso não quer dizer que você, que tem um alto QI, não se torne um líder, porém há características exigidas pela liderança.

Ninguém nasce tímido, mas situações que vivemos podem nos fazer menos comunicativos, e isso é natural do ser humano. Mas ser ou não tímido é apenas uma decisão. Se essa característica te prejudica, elimine-a com novas atitudes, seguindo as dicas abaixo. Mas antes, vamos entender um pouco as características mais marcantes dos profissionais de carreiras técnicas, inclusive dos melhores, no tocante à inteligência emocional:

  • Autodidata, ou seja, procura alternativas próprias de aprendizagem;
  • Alto QI e médio QE. Isto é, focado, concentrado, mas não tão bom em interações sociais;
  • Dificuldade de se expressar e de fortalecer relacionamentos, sendo às vezes introvertido;
  • Usa raciocínio lógico (o que leva a posturas rígidas) mesmo em situações que pedem flexibilidade, jogo de cintura, dinamismo, etc.
  • Dificuldade em cultivar a visão sistêmica: Alguns nem imaginam que existe um “todo” mais abrangente do que aquilo que está em sua frente. Já outros, são bastante curiosos e não conseguem trabalhar com visão limitada;
  • Muita objetividade e pouca sensibilidade.
  • Tem um pensamento mais rápido que o normal, e que sua comunicação acompanha. Isso às vezes gera irritação e/ou não entendimento nos interlocutores;
  • Irritabilidade e resistência a mudanças.

Com esse perfil de profissional, normalmente empregado em setores onde há pouca comunicação muita concentração, é natural que seja menos dinâmico. Mas não quer dizer que seja um péssimo profissional, de maneira nenhuma. Sua expertise pode se destacar até mesmo por causa dessas características.

Mas onde ele poderá ser mais expressivo? Em quais situações? Um profissional de TI, por exemplo, pode se tornar comunicativo dentro de sua própria equipe, apresentando e buscando ideias, melhorias, soluções, construindo a habilidade de entender e fazer-se entendido pelos colegas, de maneira que compartilhem ideias e informações do dia a dia, mantendo o bom costume de conversar e se expressar mais.

A comunicação abre portas, traz oportunidades e ensina a colocar suas ideias e pensamentos de forma que outros lhe ouçam. Infelizmente, a melhor maneira de interiorizar essa habilidade não é lendo nenhuma documentação ou manual objetivo, mas sim praticando. Então, as dicas mais importantes para um talento da área técnica são: Ter paciência com pessoas diferentes, esforçar-se para formular cada vez melhor as frases, praticar ouvir e tentar entender até quando o interlocutor “viajar”, tentar compreender os colegas como se estivesse na pele deles. 😉


Meury HermanoMeury Hermano é formada em Recursos Humanos, pós graduada e MBA em Gestão de Pessoas, atuante no mercado de RH há dez anos.

6 coisas que os desenvolvedores valorizam em um emprego

No dia 17 de agosto de 2016, a ComputerWorld – publicação especializada em TI, trouxe uma reportagem apontando as principais características de um emprego valorizadas por programadores, segundo a pesquisa State of Stack.

6 coisas que desenvolvedores valorizam em um emprego

Abaixo, o conteúdo na íntegra.


O que os desenvolvedores querem quando procuram um emprego? Essa é uma pergunta importante que todo gestor de TI deveria saber responder na hora de recrutar talentos do mundo da codificação. Saber a resposta, contudo, não é trivial.

Uma pesquisa com 1,4 mil programadores, chamada de State of Stack, trouxe um panorama sobre esse mercado de trabalho. O levantamento, conduzido pela companhia polonesa Netguru, apresenta  alguns detalhes importantes, listados nos seis pontos apresentados a seguir.

1. Não é (só) pelo dinheiro

Segundo o estudo, 85% dos entrevistados afirmam que um projeto interessante é mais valorizado do que o salário. Isso não significa que desenvolvedores não querem receber um bom dinheiro pelo seu trabalho, porém, esse não é o principal motivador na hora de aceitarem uma proposta.

2. O melhor escritório é em casa

Pouco menos da metade (40%) dos entrevistados disseram que preferem trabalhar de casa. Esse indicador reforça a ideia de que o home office deve ser uma prática buscada/estimulada pelas empresas. Atualmente, já existe uma porção de ferramentas disponíveis para executar tarefas de gestão remota, embora isso pode ser um supérfluo, se pensarmos que o mundo caminha para um contexto de “economia da eficiência”, que pressupõe ganhos por produtividade.

3. O poder dos benefícios

Além da busca por projetos interessantes, preferencialmente executados de casa, o que mais um empregador pode oferecer a um desenvolvedor? A pesquisa descobriu que outro atrativo, destacado por 40% dos respondentes, é a oferta de alguns benefícios. “Muitos programadores querem ter uma verga para realizarem treinamentos e participarem de conferências”, indica o estudo.

Use o e-book “Como Ser PJ” para orientar seus profissionais. Totalmente gratuito.

4. Grandes nomes

Apesar de muitos desses projetos interessantes serem em startups ou companhias pequenas, 17% dos pesquisados se sentem atraídos por grandes marcas. Isso inclui atratividade de nomes como Google, IBM, Microsoft, etc. Uma das justificativas para esse desejo pode se relacionar diretamente ao ponto anterior, pois essas organizações tendem a oferecer melhores benefícios.

5. Java? É chato

Quando o assunto é linguagem de programação, a pesquisa descobriu que somente 9% dos programadores aprendeu Java recentemente – que, apesar disso, se mantém como uma plataforma consistente e com alta demanda. Contudo, a tecnologia foi classificada como “chata” pelo universo pesquisado. O relatório pontua que essa percepção vincula-se ao fato de ser muito corporativa.

6. Não requer experiência

Uma das áreas mais quentes da codificação, como comprovado na pesquisa, reside no desenvolvimento de app para mobilidade. Caso não tenha muito conhecimento nessa seara, não se preocupe. De acordo com estudo, a maioria dos programadores afirma que possui uma experiência relativamente pequena nessa disciplina. Além disso, a demanda está tão grande, que empresas estão recrutando profissionais mesmo sem grandes conhecimentos.

PNAD e os desempregados jovens – 1º Tri 2016

PNAD e os desempregados jovens – 1º Tri 2016

Dessa vez ela intimidou: A PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), publicada pelo IBGE em 19 de Maio de 2016, apontou que 24,1% dos profissionais entre 18 e 24 anos estavam DESOCUPADOS no primeiro trimestre do ano.

PNAD 1º Tri 2016 - 24,1% de desemprego. Nunca despreza uma oportunidade PJ

Essa é a média em todo o Brasil, pois há variações de região a região. No Nordeste, por exemplo, mais da metade da população em idade apta ao trabalho (51%) está desocupada.

O termo “taxa de desocupação” dá a entender que não se trata apenas da falta de um emprego com carteira assinada, mas que esses profissionais estão sem qualquer trabalho.

Quanto ao emprego registrado em carteira de trabalho (CLT), menos de 80% do pessoal ocupado está sob essa modalidade (média nacional). Contudo, há estados onde esse número é próximo a 50%. Ou seja, metade dos trabalhadores é CLT, enquanto a outra é PJ, autônoma ou informal.

Se você deseja estar bem preparado para quando aquela oportunidade PJ surgir, e enfim poder usufruir de TODO o seu rendimento, baixe gratuitamente nosso e-book “Como ser PJ – O Guia Completo“.

Fontes

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias.html?view=noticia&id=1&idnoticia=3162&busca=1&t=pnad-continua-taxa-desocupacao-sobe-todas-grandes-regioes-1%C2%BA-trimestre

 

Como ser PJ – O Guia Completo

Se você está sendo contratado para aquele emprego cuja proposta lhe satisfaz em todos os aspectos, e está com um prazo para abrir sua empresa, mas não sabe por onde começar a resolver esse assunto, nós fizemos um guia rápido e completo para você. Nos poucos slides de “Como ser PJ” está tudo o que precisa nesse momento.

O objetivo deste material NÃO é lhe tornar um PhD em contabilidade, mas sim dar condições de decidir por si só coisas que alguns contadores “empurram” para ganhar mais, ou mesmo por desconhecimento da sua realidade. Em menos de 15 páginas, você terá segurança para conversar com qualquer contador e deixar claro o que ele precisa saber sobre sua atividade.

O ebook “Como ser PJ” está disponível gratuitamente, pode ser visualizado on-line e baixado. Nós incentivamos você a compartilhar com seus colegas e colaboradores. Eles agradecerão! 😉


Se você deseja um escritório contábil para abrir sua firma, e que compreenda a sua realidade, entre em contato conosco:
WhatsAppTelefone

Email: contador_pj [(a)] contratoPJ com br
Telefone: 11 3227-6060
WhatsApp: 11 96366-6701

7 dicas para motivar funcionários PJ

O blog Contrato PJ também se dirige ao público empregador, aos empresários e gestores de recursos humanos. Para inaugurar o espaço, vamos ajuda-los a combater um dos maiores desafios da profissão: como motivar funcionários em mercados pejotizados, reter seus talentos, e manter a competitividade de suas ofertas de trabalho no regime de pessoa jurídica.

Mercados pejotizados: mão de obra escassa, cara e profissionais com alto grau de instrução. Como motivar funcionários assim?
Como reter e motivar funcionários PJ?

As técnicas de recrutamento e seleção não diferem muito: esclarecer os objetivos e expectativas da empresa com a contratação, detalhes gerais da vaga e rotinas frequentes mais importantes. Apresentar o perfil idealizado do futuro funcionário, quantificar a remuneração e os benefícios, caso haja, e citar os pontos de competitividade da sua oferta.

A seguir apresentamos uma lista de dicas elaborada à base de observação de várias empresas onde trabalham nossos conhecidos, seja no seu recrutamento ou nas estratégias para motivar funcionários e reter seus talentos. As dicas abaixo levam em conta o perfil mais comum dos profissionais pejotizados, ou seja: formação acadêmica, engajamento na busca de conhecimentos, desejo de crescimento profissional e idade próxima do que se define por “geração Y”.

  • Reuniões periódicas para feedbacks gerais – A “geração do ENTER” está habituada a lidar com alta responsividade. Respostas rápidas (e em tempo previsível) às suas atitudes com oportunidade de reação imediata é uma combinação aderente ao perfil. Sempre exponha claramente uma expectativa para ele atender no cotidiano;
  • Ganho por hora – Justamente pela responsividade, é empolgante para eles terem a informação do quanto ganharão no fim do mês, e atualizada a cada dia. Isso também lhes permite calcular o quanto podem ganhar a mais ou a menos diante de imprevistos ou mudanças de horários decorrentes de faculdade, academia, etc. Caso a empresa não possa arcar com grandes variações na folha de pagamento, um limite ou política de prazo de pagamento de horas extras são suficientes para controlar esse gasto;
  • Plano de carreira não significa fazer promessas de cargos mais altos. Desde o momento da contratação, a empresa pode outorgar uma lista de conhecimentos e certificações como requisito para uma promoção ou aumento salarial, quando oportuno. A gamificação leva o profissional a planejar sua estadia na organização de forma mais palpável, sentir-se assessorado nas suas decisões de estudos, e ser menos sensível a outras ofertas;
  • Base de conhecimentos – É fácil e gratuito implantar uma mini Wikipédia particular com acesso restrito, conforme as necessidades e dificuldades mais recorrentes. Além do acesso a algo exclusivo, seus colaboradores terão a chance de escrever artigos úteis para os próprios colegas, deixando seus nomes. A Wiki pode conter textos teóricos, tutoriais, códigos, soluções prontas e até vídeos. Há programas gratuitos que capturam a tela e gravam com a webcam;
  • Biblioteca comunitária – Manter uma estante de livros, revistas técnicas e referências disponível, inclusive para empréstimo, é uma forma de agregar valor ao vínculo com a empresa. Essa técnica também pode ser usada com ferramentas EAD e cursos on-line, pois há sistemas e materiais gratuitos para esse fim;
  • Grupos de estudos para certificações e disciplinas de maior dificuldade na área de formação do pessoal;
  • Méritos – Desde que se preserve as informações críticas e sigilosas, não custa nada deixar os membros da equipe colocarem uma menção a cada projeto realizado no seu currículo e redes sociais, focando os pontos de sua própria atuação. A publicação de cases com os nomes do time na capa é uma forma de incrementar a sua oferta de trabalho com honrarias intangíveis.

Também partimos do princípio que, atualmente, não se pode manter um profissional para sempre dentro da organização. Desta feita, defendemos que o mais sincero é propor uma colaboração mútua por tempo indeterminado, onde o profissional usa suas habilidades dentro da empresa, e esta contribui para sua evolução pessoal e econômica, presente e futura. Após o período de colaboração, a empresa terá a chance de internalizar novos conhecimentos, de outros funcionários, e o profissional fará o mesmo em empresas maiores ou simplesmente diferentes.

Boas festas!

No final de 2015, com uma parceria mais do que ideal (o Digitools – que sorte!) foi concretizada a minha ideia de “um blog voltado a profissionais PJ”, em pleno clima de pessimismo no mercado de trabalho. Ainda é muito cedo para fazer qualquer balanço de resultados. Pelo feedback nas redes sociais, posso perceber que os leitores interessados no assunto têm um esclarecimento acima da média. Portanto, a única afirmação possível agora é: acredito muito no potencial profissional de vocês, e tem sido um prazer ajudá-los.

Boas festas!

No Contrato PJ, estaremos trabalhando para levar informações e orientações claras a profissionais e empresas que adotam o regime PJ, e inclusive, é claro, assessorá-los com os serviços de nossos parceiros. Desejamos a todos os colegas um Natal recheado de confraternizações, seguido de um descanso capaz de eliminar qualquer estresse, independente da duração.

Voltaremos a postar em janeiro de 2016. Já ficou claro que nesse ano os desafios serão emocionantes, não darão margem à zona de conforto e testarão o nosso dinamismo. Mas acredito que com metas, planejamento, bom senso e fé, qualquer barreira encolhe.

Então, bom descanso, e nos encontramos para vencer juntos no ano que vem!

Como negociar relações de trabalho e salários PJ

Com leis exigentes e defasadas, o Brasil é palco de uma pressão significativa sobre profissionais para trabalharem no regime de Pessoa Jurídica em diversas áreas, sobretudo na de Tecnologia da Informação (T.I).

Negociando relações de trabalho e salários PJ
Negociando relações de trabalho e salários PJ

Esse artifício também traz muitas vantagens, tanto para a empresa quanto para seus talentos contratados. Uma das melhores é a parceria que pode se dar entre os dois. A não ocorrência do vínculo empregatício facilita em vários aspectos:

  • O profissional arca com a responsabilidade pelo pagamento dos seus tributos e planejamento para o próprio futuro (previdência, aposentadoria, fundo para usar em caso de desemprego, etc.). O ganho mais evidente é conseguir remunerações que superam a dos CLT em 30%, e muitas vezes, até 50%;
  • Para a empresa contratante, além de eliminar encargos trabalhistas, é possível notar uma redução de trabalhos do RH com as burocracias da Previdência Social e afins.

Para ambos, a não interferência do Estado nas relações de trabalho gera uma margem de negociação maior e mais rica, podendo até envolver aspectos subjetivos particulares de cada setor ou empresa.

Para estruturar a negociação de uma remuneração como PJ, sugerimos os seguintes critérios, lembrando que todos eles dizem respeito ao acréscimo ou decréscimo do valor faturado pelo profissional em cada mês (exceto o descanso):

  • 13º salário – a empresa pode pagar o salário de dezembro dobrado, ou aumentar em 1/12 a remuneração atualmente proposta;
  • Férias ou descanso remunerado a cada 12 meses de serviço. Não precisa ser necessariamente de 30 dias;
  • Impostos – Normalmente, o profissional recolhe 6% de sua remuneração. Há empresas que já propõem o valor líquido aos candidatos, depositando a carga tributária como adicional;
  • Vale alimentação – valor baseado em práticas de mercado e na região. A existência ou não de refeitório ou copa no local é um argumento para balizar esse benefício;
  • Vale transporte – baseado no custo de deslocamento entre a residência do profissional e a empresa.

O objetivo desse post não é ensinar os candidatos às vagas a tomarem para si tudo o que seu empregador estaria economizando, mas sim atribuir critérios quantificáveis à negociação salarial, de forma que os dois ganhem. Assim, deixemos as finalidades dos fundos de garantia e previdência por conta do próprio profissional. 🙂

Uma conta mais objetiva é ter em mente que as empresas costumam ter encargos superiores a 100% da remuneração nominal dos funcionários CLT. “Rachar essa diferença” significaria pagar um salário 50% superior, sem maiores discussões.