Ser PJ vs Segurança (Ou: como ficar rico)

Toda vez que converso sobre trabalhar como PJ com alguém contrário à ideia, as objeções sempre (sempre) giram em torno de duas coisas:

  1. Organização do próprio dinheiro
  2. Segurança

Obviamente, este blog não é escrito para induzir ninguém a nenhum tipo de ilegalidade. Porém, se traçarmos um paralelo entre essas objeções e alguns traços da cultura dos brasileiros, coisas curiosas vêm à tona.

Ser PJ vs Segurança | Ou: Como ficar rico
Como ficar rico, by Olavo de Carvalho

Recentemente, um intelectual a quem muito admiro falava em um curso fechado sobre a cultura predominante no Brasil, quando o assunto é trabalho e crescimento.

O professor Olavo de Carvalho começa falando que dificilmente viu um brasileiro nutrir desejos de ficar milionário, ganhar muito dinheiro e coisas dessa natureza.

Antes, ele sonha com a segurança. E essa necessidade se traduz em desejos como um bom emprego público e uma aposentadoria generosa.

Aí o professor articula: “Segurança é um ideal de velho e de doente; pessoas sem mais perspectivas (…), quando param de avançar para recuar”. Quando isso é um desejo na juventude, seria como entrar na vida de “marcha à ré”.

Ele afirma que é mais fácil ficar milionário do que conquistar a segurança, pois nem o milionário está seguro, uma vez que na vida é impossível ter garantias de bem estar perpétuo. Vide que os maiores investidores do mundo vivem monitorando as notícias do mercado financeiro, pois um simples fato pode aniquilar parte de sua riqueza no mercado de capitais.

Voltemos à discussão PJ x CLT: qual a segurança de um profissional com carteira assinada? Não ser “mandado embora”? Isso apenas os funcionários públicos estabilizados têm, por enquanto. A tal segurança, segundo a legislação atual (antes da Reforma) consiste em:

  1. Receber o FGTS ao ser demitido;
  2. Seguro desemprego
  3. Aviso prévio

Em vez de exigir essas e outras coisas, o professor aconselha: busque a FORÇA: A prioridade é ter sempre condição de reagir às situações, e não a de estar protegido. Napoleão dizia: “Atacar, atacar, atacar”, sem preocupações excessivas com a defesa. Ele ainda acrescenta, “parar de bater é quando se começa a apanhar”.

Por ter força no mundo profissional e empreendedor, entende-se: iniciativa, criatividade, fazer coisas. E isso é diferente do comportamento disseminado em nosso país, onde as pessoas manifestam rancor contra o governo e sistema, mas não fazem absolutamente nada para buscar melhores condições.

Voltando aos três tópicos ligados à tão utópica e desejada segurança:

  1. FGTS 
    O dinheiro aplicado em contas do FGTS passa a vida inteira rendendo UM TERÇO do que renderia em sua conta bancária. Além disso, um PJ tem a liberdade em aplicar esse dinheiro da forma e na quantidade que lhe convier (ações, renda fixa, exterior, ouro).
  2. Seguro desemprego
    Pode fazer sentido em qualquer mercado, menos naqueles com alta rotatividade e falta de mão de obra, como os pejotizados. Será que faz mesmo diferença? Talvez só para aqueles que conseguirem adiar seu novo registro para ficar recebendo o seguro…
  3. Aviso prévio
    Dá um tempo para se preparar e procurar uma nova colocação, mas garante o quê exatamente? É outra coisa que pode fazer sentido para pais de família sem muita qualificação, mas nem tanto para consultores graduados e com razoável inteligência emocional. Interpretar o cenário não deve ser algo impossível para estes.

Falando por sua experiência, Olavo conclui: “As pessoas que buscam segurança SEMPRE terminam mal…” O vídeo vai um pouco além, mas não cabe transpor tudo a esse post. Super recomendo a quem tiver maior interesse:

PS: Uma das formas de incrementar sua segurança atuando como PJ é justamente a boa organização do dinheiro. Mais sobre isso no artigo: PJ x CLT – Como organizar o seu dinheiro.

PNAD Julho 2016

– 11,3% de desemprego: a maior taxa já registrada pelo IBGE;
– 497 mil desempregados a mais do que no primeiro trimestre de 2016;
– 1.500.000 de carteiras assinadas a menos, nos últimos 12 meses;
– 11.600.000 milhões de pessoas desempregadas (CLT) atualmente.

Em nosso site você encontra todas as orientações para ser PJ.

Dados da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE.

PNAD Junho Desemprego CLT

Regulamentação de TI: Análise das reivindicações do Sindpd a Michel Temer

O “Sindicato da TI” está propondo leis e políticas que vão impactar você, seu trabalho, e seu bolso! No início de Junho de 2016, houve um encontro formal entre o presidente do sindicato e Michel Temer, com entrega de reivindicações sobre o setor.

Conforme noticiou a ComputerWorld, o Sindpd (Sindicado dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação) entregou em 10 de junho ao presidente em exercício Michel Temer uma série de reivindicações em prol dos profissionais de TI. Mas o assunto principal do encontro foi a criação de uma legislação específica para as profissões da área de tecnologia da informação – a regulamentação de TI, pleito antigo do sindicato. Ficou acertado, então, que a entidade elaboraria um projeto de lei para o presidente da República enviar ao Congresso.

Regulamentação de TI: O Sindpd entregou reivindicações a Michel Temer, sobre o setor de TI
Regulamentação de TI: O Sindpd entregou reivindicações a Michel Temer, sobre o setor de TI

O Sr. Antonio Neto, presidente do Sindpd, afirmou que o setor é promotor da inovação, do aprimoramento e da competitividade em todos os elos da cadeia produtiva. Salientou ainda que é sustentado por mais de 400 mil profissionais de alta qualificação, e que pelo fato de o segmento ainda não estar amadurecido, necessita de “mais regulação”.

A seguir, uma análise de Contrato PJ sobre cada uma das reivindicações feitas pelo sindicato:

[A “Regulamentação de TI”]

Direitos

Regulamentação das profissões da área de TI: criar leis que caracterizam as atividades dos analistas de sistemas e técnicos de informática.

Por incrível que pareça, não há legislação que caracterize o trabalho dos profissionais de TI. Em nossa visão, o efeito é mais glamour do que benefícios palpáveis.

Só pode exercer tal profissão quem tem curso superior ou um tempo mínimo de atuação.

Preferimos não opinar, mas fato é que há profissionais brilhantes que seguiram seu próprio caminho de aprendizado, e não se encaixaram na trajetória normal de passar por uma faculdade.

Manutenção dos direitos trabalhistas, que representam uma base mínima de proteção, dignidade e segurança.

A “proteção” mais evidente dos trabalhadores é sem dúvida o direito à aposentadoria, o qual está ameaçado pela má gestão previdenciária ante a nova dinâmica do crescimento populacional.

Vide casos do Rio de Janeiro, onde há funcionários públicos com a aposentadoria atrasada, e sem outra fonte de sustento. A “segurança” que o dinheiro do FGTS proporciona rende, por lei, um terço dos rendimentos do mesmo valor numa aplicação comum, perdendo até para a poupança e inflação. Justamente por se tratar de profissionais altamente qualificados, consideramos mais digno que tenham o direito de organizar suas próprias finanças, no curto e no longo prazo.

Fiscalizar as contratações ilegais, que geram perdas para a Previdência Social

Não ficou claro se o Sindpd pretende elevar-se ao patamar de “supremo árbitro” das contratações do setor tecnológico, dotado da atribuição de fiscalizar os contratos dos prestadores de serviços, consultorias e fornecedores. De qualquer forma, é interessante contrapor o argumento das “perdas previdenciárias” à imagem abaixo. Ela deixa bem claro que a maior parte (66%) da arrecadação do Simples Nacional é destinada ao INSS.

Sistema e-CAC: Valores repassados ao INSS na apuração do Simples Nacional
Sistema e-CAC: Valores repassados ao INSS na apuração do Simples Nacional

Por tanto, além das empresas “de verdade”, todo e qualquer profissional PJ enquadrado no Simples faz contribuições ao INSS sem receber os mesmos benefícios que os CLT.

Empresas Públicas

Fortalecer as empresas estatais da União no ramo; ABORTAR o projeto de lei 257/2016, que trata da renegociação das dívidas dos estados, bem como a supressão de todas as propostas de congelamento de salários de funcionários públicos, suspensão de concursos, redução de folha de pagamento e de privatização de estatais.

É lamentável que o representante de uma classe de pessoas com alto grau de instrução insista no egoísmo. Ao enfrentar um desemprego (o senhor já passou por isso?), há pai de família responsável que repudie o corte de gastos, chegando a exigir a manutenção deles?

Aperfeiçoamento tributário e política de desenvolvimento

[Em resumo:] Unificação de impostos, Lei do Bem, redução tributária, inclusão digital, políticas para incentivo ao desenvolvimento tecnológico, investimentos em datacenters e ampliação do Ciência sem Fronteiras.

Cada uma das propostas, isoladamente e nos seus detalhes, são grandes contribuições que o sindicato poderia fazer à sociedade, e não só ao setor de TI.

Compras de produtos de TI nacionais.

Seria o melhor dos mundos, desde que a empresa nacional detenha os méritos para vencer a competição com a estrangeira. Esse nacionalismo já deu frutos amargos, como o caso da Sete Brasil: ela não só quebrou, mas prejudicou toda a sua cadeia de fornecedores, diretos e indiretos, por cancelamento de contratos e não quitação de dívidas.

Outro caso é a Petrobrás, a qual hoje luta para se livrar do fardo (outrora privilégio) que é a obrigação de monopolizar o pré-sal. Acreditamos que a prevalência dos fornecedores de TI nacionais deveria ser uma meta, não uma obrigação.

Conclusão

Para a maioria do PJs, as reivindicações acima não vai agregar direitos, mas, na melhor das hipóteses, corroer seus planos econômicos. Isso se não expulsá-los de seus atuais empregos. Portanto, o Sindpd não está representando a todos com esse manifesto. Se o empregador não tem condições de contratar como CLT, e não puder fazê-lo como PJ, as consequências são só duas: (1) desemprego nas funções técnicas mais generalistas e (2) mais inflação em toda a economia, já que há tanta dependência da tecnologia de informação.

Então, é importante nesse momento que os profissionais façam-se ouvir sem a intermediação do sindicato. A melhor forma de fazer isso enviar emails para os deputados do seu estado, para o presidente da Câmara dos Deputados, para o presidente do Senado e – por que não? – para o gabinete do próprio presidente Michel Temer. No email, vale deixar claro o fato de o Sindpd nem sempre fazer uma representação plena da categoria, colocando-se como exemplo vivo.

Fontes:

http://computerworld.com.br/temer-promete-levar-ao-congresso-projeto-que-regulamenta-profissao-de-ti

Projeto de Lei 5101/16, que trata da regulamentação das profissões de TI, já em trâmite

Carta do Sindpd, na íntegra

Reportagem sobre o sindicato:

PNAD e os desempregados jovens – 1º Tri 2016

PNAD e os desempregados jovens – 1º Tri 2016

Dessa vez ela intimidou: A PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), publicada pelo IBGE em 19 de Maio de 2016, apontou que 24,1% dos profissionais entre 18 e 24 anos estavam DESOCUPADOS no primeiro trimestre do ano.

PNAD 1º Tri 2016 - 24,1% de desemprego. Nunca despreza uma oportunidade PJ

Essa é a média em todo o Brasil, pois há variações de região a região. No Nordeste, por exemplo, mais da metade da população em idade apta ao trabalho (51%) está desocupada.

O termo “taxa de desocupação” dá a entender que não se trata apenas da falta de um emprego com carteira assinada, mas que esses profissionais estão sem qualquer trabalho.

Quanto ao emprego registrado em carteira de trabalho (CLT), menos de 80% do pessoal ocupado está sob essa modalidade (média nacional). Contudo, há estados onde esse número é próximo a 50%. Ou seja, metade dos trabalhadores é CLT, enquanto a outra é PJ, autônoma ou informal.

Se você deseja estar bem preparado para quando aquela oportunidade PJ surgir, e enfim poder usufruir de TODO o seu rendimento, baixe gratuitamente nosso e-book “Como ser PJ – O Guia Completo“.

Fontes

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias.html?view=noticia&id=1&idnoticia=3162&busca=1&t=pnad-continua-taxa-desocupacao-sobe-todas-grandes-regioes-1%C2%BA-trimestre

 

2016: Impeachment e mercado de trabalho em TI

Impeachment é a forma mais branda de um governo cair, e o último no Brasil aconteceu há vinte e quatro anos. Portanto, não é algo que se vê todo dia.

Devido às mazelas recentes, tem se falado mais do que antes sobre “como resolver o problema econômico”, e seria muito saudável se essa discussão se perpetuasse nos meios políticos e empresariais sem depender do famigerado processo de impeachment.

Impeachment 2016. O que fazer com o mercado de trabalho no pós-Dilma?

Um pouco de política para PJs

Um ponto inevitável nesse assunto é o grau em que o Estado interfere na Economia e nos mercados, seja na forma de regulação, incentivos ou atuação direta.

Vou precisar explicar como isso afeta o mercado de trabalho de TI e demais profissões pejotizadas, mas sem deixar o texto ficar chato.

O Intervencionismo é uma escola de pensamento que defende o controle máximo da Economia pelo Estado. O extremo disso é a visão marxista de todas as empresas e propriedades pertencerem ao Governo.

No lado oposto – ou seja, que o Estado deixe os compradores, vendedores e trabalhadores fazerem seus negócios e acordos por conta própria, com burocracia e regulação mínima – estão os pensadores adeptos ao Liberalismo, ou liberais.

Como na maioria das situações, extremos não são saudáveis. O mercado não funciona com excesso de regulação e nem pode fazer todas as vontades do gigante Estado. Tampouco pode ser justo se não houver regras claras e zelo pela competição leal.

Em nosso cotidiano, o maior exemplo de mau intervencionismo são as leis trabalhistas:

  • Já expliquei em “CLT x PJ: Como a inflação os afeta e como se proteger” como a CLT obriga os trabalhadores a perderem dinheiro ao longo das décadas de serviço;
  • Qualquer trabalhador já fica caro para as empresas. Aqueles que ganham mais (TI, medicina, corretagem) acabam tão caros que, ou não têm emprego, ou precisam pagar uma fortuna em impostos, por causa de cálculos não pensados para eles;
  • As empresas gastam mais com burocracia e encargos do que remunerando seus profissionais mais valiosos.

Mas será que o próprio Estado não tem capacidade de ir adaptando suas leis ao longo do tempo, de forma que elas não percam a coerência e acompanhem a evolução tecnológica, cultural e cotidiana das pessoas e empresas?

Esse objetivo exige que mais de 200 milhões de cidadãos, representados por seus deputados, concordem em criar uma regra geral adequada para todos. A CLT tem mais de 60 anos, foi sancionada pelo presidente Getúlio Vargas em uma fase de industrialização tardia no Brasil. De lá para a era do Big Data, IoT e Analytics, pouca coisa mudou, devido às dificuldades legislativas em conceber uma regra perfeita e justa para o operário fabril, o data scientist, o motorista de caminhão, desenvolvedor, gerente de projetos, e demais perfis.

Depois do Impeachment

Um pequeno exemplo de liberalismo aplicado nas relações de trabalho seria permitir mais acordos bilaterais entre categorias, ou diretamente entre patrões e empregados. Seria ótimo se, por exemplo, a legislação desse a opção de a parcela do FGTS, em vez de custodiada pelo Governo, pudesse ser entregue ao profissional para ele guardar como desejar. Afinal, um analista financeiro tem mais informações sobre economia e investimentos do que um trabalhador que não teve a chance de terminar o ensino médio. Atualmente, é a inovação do “regime PJ” que supre essa necessidade.

Por questões ideológicas, o governo do PT praticou grandes influências na economia durante a última década. É um partido de políticas altamente intervencionistas.

Daqui para frente, esperamos que os inquilinos do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e dos ministérios, sejam quem forem, reconheçam o quanto o liberalismo cabe nas diferentes áreas da Economia. E principalmente que enxerguem a diversidade de perfis profissionais existentes no mercado, podendo tolerar relações trabalhistas tão diversas quanto.

Vale lembrar que a sociedade tem o papel de embasar essa empreitada, a começar pelo debate e disseminação de ideias.

PJ x CLT: Como aplicar o seu dinheiro

Organização PJ x CLT

O último post orientou profissionais PJ a se organizarem financeiramente para simularem os mesmos benefícios que um contrato CLT lhes garantiria. Apresentamos uma forma prática de simplesmente guardar parte do salário mensal para, depois de um ano, sacar como se fosse férias ou 13º salário. Ou quando sair do emprego, no caso do FGTS.

Agora, conforme prometido, vamos falar sobre como investir esse dinheiro no banco, para ter alguns ganhos a mais quando resgatar.

PJ x CLT: Como guardar o dinheiro no banco e ter rendimentos
Como guardar seu dinheiro

Ao contrário do que se pensa, não é necessário falar com o gerente do banco, perder tempo na agência nem pegar filas para fazer isso. As aplicações aqui recomendadas podem ser feitas via internet na maioria dos bancos tradicionais.

Primeiro, vamos aos conceitos básicos:

  • Fundo de investimento
    Para os leigos, é como uma segunda conta corrente onde o dinheiro fica guardado e rendendo juros. Na prática, é uma empresa que capta dinheiro de várias pessoas (como eu e você) e faz operações financeiras seguindo regras e políticas claras previamente definidas e aceitas pelos investidores.
  • Aplicação
    Simples ato de aplicar o dinheiro num fundo, deixando-o sob poder dele.
  • Desaplicação ou Resgate
    Quando o investidor toma seu dinheiro, ou parte dele, de volta do fundo.
  • Risco
    As regras de cada fundo determinam o risco das operações. Um fundo que investe apenas em ações em bolsas de valores é considerado de alto risco. Para o nosso caso, vamos ficar com os que investem em títulos atrelados a indicadores como inflação, SELIC (…), os quais não oferecem riscos de perda.
  • Taxa de administração
    Um fundo ganha uma porcentagem (entre 0,5% e 2,5%) dos rendimentos que entregar, e não sobre o capital investido. Quando você consultar seu saldo, verá o valor já com a taxa de administração descontada.
  • Liquidez
    A grosso modo, reflete o quão rápido é aplicar ou resgatar o dinheiro. Há fundos que permitem resgate instantâneo. Já outros, só liberam o dinheiro depois de alguns dias da solicitação.

Para as nossas finalidades, recomendo os fundos de investimento do tipo DI ou RF. Esses nomes são termos técnicos, e não cabe entrar em detalhes aqui. As características dessas modalidades são:

  • Baixo ou baixíssimo risco – pelas operações e regras do fundo, é impossível “perder dinheiro” (rendimento negativo). A pior situação possível seria problemas com a saúde financeira do banco ou no ambiente político, como no Plano Collor; e
  • Liquidez diária – o cliente pode resgatar seu dinheiro quando quiser, recebendo-o no mesmo dia.

Na maioria dos grandes bancos brasileiros, os clientes conseguem fazer aplicações e resgates via internet ou no caixa eletrônico. Para fazer isso, simplesmente, procure pela palavra “Investimentos” no menu do seu bank line. Na primeira aplicação, é perfeitamente normal que o usuário assine virtualmente um contrato com o fundo.

Rendimentos

O objetivo das aplicações aqui tratadas não é deixar ninguém rico, mas sim ensinar ao profissional como guardar suas provisões sem risco de perda.

No cenário atual (Jan / 2016), os fundos DI e RF tem rendido aproximadamente 10% ao ano (0,95 ao mês), lembrando que o Brasil está num momento de juros altos devido à crise econômica.

Para se ter uma ideia de como o Governo administra mal o dinheiro dos trabalhadores, comparemos isso com o rendimento do FGTS: 3% ao ano!

Contra Recomendações

Antes de encerrar, vamos falar um pouco sobre o que um profissional PJ NÃO deve fazer com o dinheiro poupado. Vale lembrar que os bancos (na pessoa dos seus gerentes) tem metas mensais agressivas com produtos que dão dinheiro para o banco, mas não necessariamente para o cliente. Esse é exatamente o caso de:

  • Poupança
    Pelo menos no atual cenário, a Poupança se provou o pior tipo de investimento possível. Para evitar os saques que vem sendo feitos, muitos bancos (principalmente os públicos) estão oferecendo sorteios de prêmios para quem poupa. A menos que você tenha muita sorte, não recomendamos usar a poupança.
  • Títulos de capitalização
    É parecido com um fundo de investimento. Mas o cliente se compromete a aplicar mensalmente um valor, para receber com juros ao final de um período, e ainda concorre a prêmios em dinheiro.O problema é que os juros são substancialmente inferiores ao que qualquer fundo pagaria. E esses juros só são pagos caso o dinheiro fique aplicado até o final do período.
  • Fundos de alto risco
    Fundos cambiais, de ações e multimercados são exemplos daqueles onde pode haver perda do dinheiro investido, devido à natureza das suas operações. Obviamente, não é o ideal para quem só está guardando o dinheiro para o fim do ano.

PJ x CLT: Como organizar o seu dinheiro

PJ x CLT

Apesar de a CLT ter grandes descontos sobre o salário base, o profissional fica livre de organizar suas finanças, pois o Governo o faz. Mas será que as reservas do FGTS não rendem menos do que renderiam no seu banco? Será que a soma de todas as contribuições ao INSS não daria, daqui a 30 anos, um rendimento bem superior à sua aposentadoria?

Se você é um profissional PJ e ainda fica perdido na organização do seu dinheiro ou sobre qual o modo correto de guardá-lo, esse artigo foi feito para você.

PJ x CLT: Cédulas de reais

Organização

De um modo análogo à CLT, propomos que seu salário bruto seja dividido em “provisões” para todos os benefícios trabalhistas. Algumas empresas oferecem 13º e férias aos funcionários PJ; em todo caso, calculemos sobre o montante pago por ano.

Supondo que você ganhe R$ 6.000,00 por mês, ou R$ 72.000 por ano, vejamos:

  • 13º salário: se quiser um salário a mais no Natal, precisaria poupar 1/12 da sua renda cada mês. Neste caso, R$ 500,00.
  • Férias: com ou sem o “descanso remunerado anual” do PJ, caso queira ter um dinheiro extra para fazer uma viagem, comprar um eletrônico ou coisa do tipo, precisaria poupar 1/12 de um terço do salário. Portanto, R$ 166,67.
  • FGTS: É uma espécie de reserva para emergências bancada pelo empregador, a qual fica nas mãos do Governo, e é devolvida ao trabalhador em caso de demissão. Pela CLT, corresponde a 8% do salário base. O PJ pode guardar mais ou menos do que isso, como preferir. No nosso exemplo, R$ 480,00.

Então:

PJ x CLT: Planilha básica para organização financeira de um PJ
Planilha básica para organização financeira de um PJ.

Na verdade, você pode fazer quantas provisões desejar e na porcentagem que preferir. Basta baixar a planilha acima e incluir a sua viagem para a Califórnia, pós graduação, carro, MBA e seus sonhos de consumo. O importante é ter um objetivo para o dinheiro guardado, podendo ser de curto ou longo prazo.

No próximo post, falaremos das formas de se aplicar esse dinheiro no banco, para ganhar uns trocados extras como juros. Vai ser algo levemente mais técnico sobre finanças pessoais. Se você tem interesse e não quer perder, cadastre-se em nossa newsletter! Enviamos dicas e novidades importantes a profissionais PJ.

PJ: Quanto pedir a mais no salário

O número de trabalhadores em regime PJ (Pessoa Jurídica) já não era pequeno, mesmo com a afamada desoneração da folha de pagamento. Com o fim desse benefício em plena crise político-fiscal-econômica, a tendência é de hostilidade maior ainda à velha CLT.

Diferente daquele que tem a carteira de trabalho assinada, o profissional PJ não tem direito a benefícios nem assistência, pois não é considerado um “empregado”. Sendo assim, é justo que haja uma compensação equitativa, diretamente na remuneração bruta mensal.

Salário: CLT e notas antigas de cinquenta
Salários: CLT vs. PJ

Analisando os custos para empregar um funcionário CLT, vemos que o valor de impostos e encargos a serem pagos para o Governo pode chegar até três vezes o salário do trabalhador. Este custo varia conforme o ramo da empresa, regime de apuração de lucros e sindicato de classe. A empresa contratante se beneficia por não possuir vínculo empregatício com o contratado: além de pagar mais e gastar menos, elimina tarefas com burocracias pouco inteligentes.

O profissional contratado como PJ, por sua vez, precisa ter disciplina, organização e uma boa administração pessoal. Ele será o único responsável por estabelecer e manter uma poupança anual (para sacar no fim do ano caso deseje ter um 13º), um fundo de garantia pessoal (para fazer o papel do FGTS, em caso de rescisão) e pagar seus encargos para o INSS, para citar alguns exemplos.

Essa noção é importante para que o cidadão garanta a estabilidade e possa assegurar seu o futuro. Como toda essa provisão precisa vir diretamente da remuneração mensal acordada, o mercado costuma pagar um valor de 40% a 50% maior, em comparação o salário bruto (sem descontos) de um CLT.

Agora que você já sabe o quanto pedir a mais no regime PJ, veja como conduzir uma negociação salarial com justiça e coerência (para os dois lados).

Calculadoras de salário PJ x CLT

Quem fizer uma busca sobre esse assunto na internet achará diversas ferramentas de cálculo salarial, mas corre o risco de levantar um monte de números e continuar com dúvidas. Por isso, em vez de montar mais uma calculadora PJ x CLT, tratamos de ajudar o profissional a escolher aquela que lhe for mais adequada.

IMPORTANTE:

Mudanças importantes entraram em vigor no Simples Nacional em 2018, e elas devem ser consideradas ao fazer esse cálculo. Para mais informações, veja o artigo abaixo:

Contrato PJ listou as melhores calculadoras da internet, e comentou suas particularidades e gaps. Cada uma das ferramentas abaixo tem suas vantagens e desvantagens: algumas ganham em simplicidade, mas perdem em completude; outras chegam a ser difíceis de usar para leigos, por terem muitos campos.

Planilha AP Info | Cálculo completo

Não é à toa que ocupa há anos o primeiro lugar no Google. Essa ferramenta é a que melhor combina praticidade e riqueza de detalhes.

No painel superior da planilha, o usuário pode entrar com suas informações salariais e, logo abaixo, ver os resultados dos cálculos. No painel inferior consta toda sorte de variáveis que influenciam no cálculo trabalhista, para refinamento do valor encontrado.

Ao usar essa planilha, recomendamos atenção aos seguintes pontos:

Calculadora PJ x CLT - AP Info
Calculadora PJ x CLT do AP Info
  • Impostos PJ: A planilha suporta tanto o Simples quanto o Lucro Presumido. Porém, ela vem apenas com os campos do Presumido preenchidos, e o do Simples vazio. Nós recomendamos que profissionais PJ tenham suas empresas enquadradas no Simples Nacional. Neste caso, é preciso preencher o campo “Simples / DAS”, e apagar as cinco células acima dela (“Contrib. Social…”, “ISS”, “PIS”, “COFINS”, “IRPJ”);
  • GPS / INSS: A planilha tem uma única célula para o cálculo do INSS. Porém, esse cálculo varia conforme o regime de tributação da empresa. Não está claro qual cálculo está sendo feito. De qualquer forma, o INSS é um encargo opcional, e corresponde a R$ 88,00 atualmente (indexado ao salário mínimo vigente).

Caso precise de uma Contabilidade para PJs, sua demanda é muito simples e nós sabemos lhe ajudar!

UOL Economia | Super objetiva

Para quem só quer uma conta de padaria afim de ter noção da diferença entre os regimes CLT e PJ, a calculadora da UOL é a melhor ferramenta. Ela só peca em um detalhe: foi feita em 2011, e ainda trabalha com números e leis da época:

Calculadora PJ x CLT - UOL Economia
Calculadora PJ x CLT – UOL Economia
  • Os valores de cálculo do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) estão visivelmente desatualizados. O piso, segundo a página, é de R$ 1.566,61; atualmente, está em 1903,98. As outras faixas também não coincidem com os valores atuais;
  • A matéria que consta na página afirma que “profissões como dentista, advogado ou engenheiro (…) não podem estar no Simples”. Isso já foi verdade; hoje, qualquer atividade pode entrar no Simples Nacional. Apesar de todos os problemas, há um núcleo de competência e boa vontade política trabalhando em prol das micro e pequenas empresas brasileiras.

Apesar desse gap, a ferramenta é ótima para fazer comparações rápidas, e o desvio é bem pequeno. Na parte inferior da página, fica bem claro “o quanto vai para o bolso no mês” e “quanto é o salário real” (com benefícios e verbas), para cada modalidade.

Se estiver buscando Contabilidade para PJs, criamos um serviço adaptado para sua realidade a preço justo!

Conta Azul | Para bater o martelo

A planilha criada pela empresa de software Conta Azul não deixa a desejar na objetividade nem no visual. Ademais, ela é a única que ajuda a calcular o valor das férias remuneradas do PJ, caso tenha esse benefício.

Seu maior diferencial é o apoio à decisão: O campo “É MELHOR SER” afirma qual contratação será mais lucrativa. Também há uma comparação quantitativa entre as duas modalidades, chegando ao ponto de mostrar a porcentagem de diferença entre elas.

Recomendamos atenção aos seguintes pontos:

Calculadora PJ x CLT - ContaAzul

  • Não está claro a data das alíquotas utilizadas. Por esse motivo, pode haver pequenos desvios no IRPF;
  • O campo “Pró-labore…” vem com o valor de 300,00. Porém, o salário mínimo atualmente é de 788,00, e esse encargo é opcional;
  • A planilha aparenta fazer um cálculo somente para empresas enquadradas Lucro Presumido, dada a existência de IR, COFINS, PIS, CSLL, ISSQN e INSS PJ. Contudo, para fazer um cálculo sob regras do Simples Nacional, sugerimos apagar todos esses campos, e inserir o valor “6” na célula “ISSQN (%)”, conforme a sua carga tributária mensal.

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OZAI | Partindo do líquido, objetivamente

Quando o problema for definir a remuneração bruta, partindo do salário líquido desejado, esta é a ideal. Dado um valor, ela calcula qual o salário bruto necessário para o funcionário embolsar a quantia, nas modalidades CLT, PJ e Autônomo.

Calculadora PJ x CLT - OZAI
Calculadora PJ x CLT – OZAI

Basta digitar o salário líquido e pressionar ENTER. O campo relacionado ao Simples Nacional, neste caso, só repercute nos gastos do contratante, pois a página calcula a carga tributária para os dois lados. Só não está claro se as alíquotas estão ou não atualizadas.

Salários PJ x CLTApesar da confusão que podem gerar, todas elas são muito úteis para orientação e ponderação, principalmente quando se está diante de um momento decisivo. Para quem foi contratado como PJ, o próximo passo é abrir ou regularizar sua firma. É nesse momento que recomendamos a assessoria de um bom escritório de contabilidade. A função dele será, além dos trâmites burocráticos, orientar e adaptar seus clientes toda vez que houver mudanças na lei. Assim, o profissional pode ocupar-se de seu trabalho e carreira sem preocupações que fogem à sua área de competência.

Contrato PJ mantém parceria com o único escritório no Brasil especializado em profissionais PJ. Saiba mais clicando aqui! Ou entre em contato:

Como negociar relações de trabalho e salários PJ

Com leis exigentes e defasadas, o Brasil é palco de uma pressão significativa sobre profissionais para trabalharem no regime de Pessoa Jurídica em diversas áreas, sobretudo na de Tecnologia da Informação (T.I).

Negociando relações de trabalho e salários PJ
Negociando relações de trabalho e salários PJ

Esse artifício também traz muitas vantagens, tanto para a empresa quanto para seus talentos contratados. Uma das melhores é a parceria que pode se dar entre os dois. A não ocorrência do vínculo empregatício facilita em vários aspectos:

  • O profissional arca com a responsabilidade pelo pagamento dos seus tributos e planejamento para o próprio futuro (previdência, aposentadoria, fundo para usar em caso de desemprego, etc.). O ganho mais evidente é conseguir remunerações que superam a dos CLT em 30%, e muitas vezes, até 50%;
  • Para a empresa contratante, além de eliminar encargos trabalhistas, é possível notar uma redução de trabalhos do RH com as burocracias da Previdência Social e afins.

Para ambos, a não interferência do Estado nas relações de trabalho gera uma margem de negociação maior e mais rica, podendo até envolver aspectos subjetivos particulares de cada setor ou empresa.

Para estruturar a negociação de uma remuneração como PJ, sugerimos os seguintes critérios, lembrando que todos eles dizem respeito ao acréscimo ou decréscimo do valor faturado pelo profissional em cada mês (exceto o descanso):

  • 13º salário – a empresa pode pagar o salário de dezembro dobrado, ou aumentar em 1/12 a remuneração atualmente proposta;
  • Férias ou descanso remunerado a cada 12 meses de serviço. Não precisa ser necessariamente de 30 dias;
  • Impostos – Normalmente, o profissional recolhe 6% de sua remuneração. Há empresas que já propõem o valor líquido aos candidatos, depositando a carga tributária como adicional;
  • Vale alimentação – valor baseado em práticas de mercado e na região. A existência ou não de refeitório ou copa no local é um argumento para balizar esse benefício;
  • Vale transporte – baseado no custo de deslocamento entre a residência do profissional e a empresa.

O objetivo desse post não é ensinar os candidatos às vagas a tomarem para si tudo o que seu empregador estaria economizando, mas sim atribuir critérios quantificáveis à negociação salarial, de forma que os dois ganhem. Assim, deixemos as finalidades dos fundos de garantia e previdência por conta do próprio profissional. 🙂

Uma conta mais objetiva é ter em mente que as empresas costumam ter encargos superiores a 100% da remuneração nominal dos funcionários CLT. “Rachar essa diferença” significaria pagar um salário 50% superior, sem maiores discussões.