Profissional PJ paga Imposto de Renda?

Profissionais empregados no regime PJ precisam pagar o Imposto de Renda? Você sabe qual a diferença entre o IR da CLT e da PJ? Isso é muito simples. Entenda agora!

Assista no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MaITEHeNdtw

A resposta é Sim! O profissional PJ precisa sim pagar Imposto de Renda, mas ele paga bem menos imposto do que um CLT.

Se você já leu outros artigos aqui no blog, deve saber que nós recomendamos uma certa “configuração ideal” de empresa para profissionais PJ.

Nessa configuração, o seu CNPJ estaria enquadrado no Simples Nacional, e você declararia um pró labore, todo mês, de 28 a 30% do seu salário.

Entenda o Imposto de Renda do PJ

Diante do Governo, você é um empresário, e o seu salário é o faturamento da sua empresa. Você formaliza que esses 28% do faturamento são o “salário do dono da empresa”.

Fazendo assim, você paga Imposto de Renda somente sobre essa parcela, e não sobre 100% do salário, como seria na CLT.

O restante é classificado como “retirada de lucro”, e sobre isso não incide absolutamente nenhum imposto.

Sim, isso é totalmente legal!

Na verdade, você não é obrigado a retirar pró labore nenhum se não quiser. Mas é bom fazer isso para reduzir ainda mais o imposto cobrado da pessoa jurídica.

IRPF e IRPJ

Cuidado para não confundir.

O Imposto de Renda que nós, cidadãos, declaramos entre Março e Abril, e depois recebemos restituição (ou não), é o IRPF – Imposto de Renda Pessoa Física.

As empresas de maior porte também pagam Imposto de Renda, mas este é outro tributo, com outras regras – o IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica.

No Simples Nacional não existe IRPJ. Você só paga um boleto mensal correspondente a uma porcentagem do seu faturamento.

E, caso não esteja trabalhando e não fature nada, obviamente não precisa pagar nada.

Então, o profissional PJ só precisa se preocupar com o IR da sua pessoa física, que por sinal é muito menor do que se ele fosse CLT.

Calculadora CLT x PJ

Além do Imposto de Renda, o PJ tem alguns outros impostos e encargos. Mas no geral, toda a carga tributária do regime PJ é menor do que na CLT.

Isso é facilmente demonstrado através da nossa Calculadora CLT x PJ, a qual você pode baixar gratuitamente agora pelo link abaixo:

https://www.contratopj.com.br /calculadora -clt -pj -fator -r/

Através da calculadora, você consegue comparar cenários e saber para onde vai cada centavo do seu salário, na CLT e na PJ.

Por favor, compartilhe suas dúvidas e feedback nos comentários. Eu leio e respondo todos! 😉

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Aposentadoria e Previdência para profissionais PJ

Como um profissional PJ se aposenta no fim da sua carreira? Ele tem os mesmos direitos à previdência que tem um trabalhador CLT? Quem avalia trocar a CLT pela PJ certamente esbarra nessa questão. Vamos respondê-la.

INSS

Antes, vamos rever como funciona o INSS, também chamado de Previdência Social – o órgão público responsável por conceder aposentadoria à população, bem como receber as contribuições dos trabalhadores ativos.

O INSS é obrigatório para todo trabalhador CLT, mas opcional para autônomos, empresários e profissionais PJ. Os profissionais PJ que pagam o INSS tem direito a vários auxílios, menos aposentadoria.

Há décadas duvida-se da solvência da Previdência Social, e por isso houve uma Reforma recentemente.

Nesse sistema, após encerrar a carreira, o trabalhador CLT para de trabalhar e passa a receber uma quantia mensal do INSS, para suprir suas necessidades.

Esse valor, hoje, está limitado a R$ 6.101,06, e é atualizado anualmente pelo Governo.

Previdência Privada

Uma opção ao INSS é a Previdência Privada, a qual consiste num produto de investimento, tal como tantos outros existentes no mercado.

Esse investimento pode ser extremamente útil tanto para CLT’s quanto PJ’s, pois trata-se de contratar um serviço de uma seguradora particular, sem passar pela burocracia do Governo.

Ao contrário do INSS, uma Previdência Privada oferece várias formas de se aposentar. Você pode ter, por exemplo:

  • Renda Vitalícia;
  • Renda Vitalícia conversível aos herdeiros;
  • Renda por tempo determinado;
  • Retirar de uma vez todo o dinheiro aplicado mais rendimentos;
  • Contratar seguros atrelados ao plano;
  • entre outras coisas.

E não precisa ter idade ou tempo de contribuição mínimos. Tudo depende do dinheiro que você aportou.

Há quem se aposente com 40 anos ou menos. 😮

É importante tomar cuidado porque no Brasil há vários produtos péssimos de previdência, e muitos bancos exploram o desconhecimento da população sobre o assunto.

Neste post, aqui no Contrato PJ, eu deixei uma série de critérios para analisar ao fazer um plano de previdência privada.

5 critérios para escolher uma previdência privada
5 critérios para escolher uma previdência privada

Principais diferenças entre INSS e Previdência Privada

Agora vai ficar claro que isso aqui serve tanto para os CLT’s quanto para os profissionais PJ.

Diferença 1: No INSS, a contribuição do trabalhador precisa ser mensal, de acordo com o valor dos seus rendimentos, e é descontado pelo patrão.

Já na previdência privada, o cidadão investe quanto e quando desejar.

Diferença 2: O próprio Governo concede benefícios tributários para trabalhadores que apliquem em previdências privadas.

Dependendo do plano, você pode reduzir em até 12% por ano a base de cálculo do Imposto de Renda.

Mas a diferença que eu mais gosto entre as previdências Social e Privada é essa:

No INSS, os trabalhadores ativos pagam ao Governo, que por sua vez assume a responsabilidade de pagar os aposentados, ao longo das décadas.

Não existe nenhuma conta corrente onde os valores de cada um ficam segregados.

Então, se o Governo Federal “quebrar as pernas“, coisa que nunca foi muito difícil no Brasil, todos podem ficar igualmente prejudicados, independente de quem contribuiu mais.

Já as previdências privadas funcionam no regime de capitalização, isto é, cada cidadão tem uma conta onde ficam guardadas as suas contribuições, atreladas ao seu CPF.

Esses recursos ficam aplicados em investimentos da preferência do trabalhador, conforme seu apetite de risco: Tesouro Nacional, títulos de renda fixa ou até mesmo ações e renda variável.


Para aprofundar no assunto, não deixe de conferir os 5 critérios para analisar na contratação de uma previdência.

Este artigo foi útil para você? Tem alguma dúvida? Comente aqui embaixo… 😉

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Calculadora CLT x PJ – Como Usar

Nós do Contrato PJ fizemos uma calculadora CLT x PJ ideal para profissionais assalariados que querem comparar propostas e remunerações nos regimes CLT e PJ, com simplicidade.

Esta calculadora não foi feita porque faltam calculadoras na internet com a mesma finalidade. Mas sim para permitir comparações fáceis, objetivas e focadas naquilo que o profissional assalariado realmente precisa.

Você não precisa pegar vários holerites de meses passados, valor exato de vale-refeição, contador, plano de saúde. Não!

Você só precisa digitar o valor bruto que consta na sua carteira de trabalho. A partir disso, a planilha mostra tudo o que você precisa saber, sem queimar seus neurônios com detalhes desnecessários.

Assista no YouTube: https://youtu.be/-BGutZhoJi4

Então, vamos lá:

Abrindo a calculadora (que é apenas uma planilha em Excel sem macros), você verá o seguinte.

PrintScreen da Calculadora CLT x PJ do Contrato PJ. Só precisa de uma informação.

Campo “Salário Bruto CLT”

Esta é a única coisa que você precisa digitar – o valor bruto do seu salário, normalmente conforme registrado na carteira de trabalho.

Com base nisso, as fórmulas já programadas na calculadora vão lhe mostrar, logo abaixo desse campo:

  • Os valores de impostos/encargos descontados do seu pagamento, pelas regras da CLT (INSS e Imposto de Renda);
  • Os valores de impostos/encargos pagos pelo seu patrão (13º, Férias, FGTS). Dependendo do porte de setor da empresa, pode haver ainda mais coisa nesse item;
  • Por fim, o salário líquido – o que vai para o seu bolso todo mês.

Cenários no regime PJ

Mantendo a simplicidade que nos motivou a criar a calculadora, apresentamos três cenários teóricos* numa conversão de CLT para PJ.

  1. Patrão gasta o mesmo com o seu contrato de trabalho, sendo que você ganha mais, conforme ele economiza;
  2. Você continua ganhando o mesmo salário líquido como PJ, e o patrão economiza com impostos e encargos;
  3. Comparação do mesmo salário base entre PJ e CLT. Ideal para você entender a diferença de valores entre os dois regimes.

*Você deve estar se perguntando se faz algum sentido o cenário #2. É exatamente por isso que eu os chamei de cenários “teóricos”.

Observando os cenários, você terá uma visão dos dois extremos possíveis numa negociação. Lembrando que o ideal numa migração de CLT para PJ é o acordo ficar bom para os dois lados, tal como em qualquer negócio.

Atualização e parâmetros

Pelo menos uma vez por ano as tabelas de Imposto de Renda, INSS, salário mínimo (…) sofrem atualização.

Sempre que houver atualização, nós lhe enviamos por email a Calculadora CLT x PJ atualizada!

De qualquer modo, na aba “Parâmetros” da planilha, consta todos valores que embasam os cálculos acima. Além disso, as fórmulas são abertas e você pode consultá-las para entender a lógica.

A planilha não possui macros, scripts e nada que comprometa a sua segurança. Baixe aqui:


Informações Adicionais

Conforme você amadurece a sua avaliação, provavelmente vai sentir falta de campos como Vale Refeição, PLR, Contador e afins. Já recebi várias sugestões nesse sentido.

Pela sua simplicidade, eu particularmente sugiro que você some ou desconte tais valores do salário líquido.

Talvez coloquemos numa próxima versão, mas ainda não o fizemos por receio de dificultar a experiência de uso dos profissionais que ainda estão na fase inicial de sua jornada.

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R$ 3000 por mês. Vale a pena ser PJ?

As contratações no regime PJ tornaram-se comuns em certas profissões por causa dos altos salários, pois acaba sendo bom para o empregado e para o patrão.

Muitas pessoas tem nos trazido valores específicos e perguntado se vale a pena ou não ser PJ.

Vamos imaginar um profissional no início da carreira, com proposta para ganhar R$ 3000 por mês, podendo escolher entre CLT e PJ, mas sem mudar o valor…

Como CLT, seus descontos serão de R$ 400, então, o salário líquido será de R$ 2.600.

Assista no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=pSmCChbrIpM

Mas além disso, haverá 8% de FGTS para usar em caso de demissão e outras emergências, férias de 30 dias todo ano, com R$ 1000 de adicional para a viagem, e o 13º salário para gastar no Natal.

Se o mesmo profissional fosse PJ, sem férias nem 13º nem FGTS, o salário líquido seria de R$ 2.700, após pagar o imposto do Simples Nacional e INSS. E mais nada.

Note que nesse caso apenas o patrão se dá bem. O profissional ganha quase nada a mais, e fica sem uma série de benefícios.

Nessas condições, eu acho que não vale a pena ser PJ, pois só um dos lados ganha.

O regime PJ começa a ser vantajoso lá na casa dos R$ 5000. E para quem ganha ainda mais, pode fazer uma tremenda diferença a nível de patrimônio.

Lembre-se que cada caso é um caso, e uma decisão de emprego precisa ir muito além da matemática.

Os números foram tirados da nossa Calculadora CLT x PJ. Baixe a sua e calcule conforme a sua realidade!

*Valores, impostos e encargos vigentes em 2020.

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Calculadora CLT x PJ 2021

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Calculadora exclusiva do Contrato PJ. Prática e objetiva! 💲

✅ Saiba para onde vai cada centavo dos impostos, na CLT e na PJ.
 
✅ Saiba exatamente quanto você pode pedir a mais para seu empregador.
 
✅ Visualize os três principais cenários ao mesmo tempo.
 
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Atualizada em 2021

Inclui Fator “r”, pró-labore, INSS e Imposto de Renda PF.

Clique na imagem abaixo para acessar!

Como fugir do Anexo V usando o fator R

Relembrando, o Simples Nacional 2018 complicou algumas atividades cujo imposto era de 6% no Anexo III, com o perdão pelo trocadilho.

Veja aqui como fugir do Anexo V do Simples Nacional, de forma totalmente idônea e amparada pela Lei.

Lei Complementar 155/2016


Quem decide o valor dos seus impostos é o resultado da fórmula do fator “r” da sua empresa, a cada mês.

fator r = FP / RB, onde:

FP = Soma das despesas com folha de pagamento (salários, encargos e pró labore) dos últimos 12 meses;
RB = Soma da receita bruta (seu salário) dos últimos 12 meses.

Quando o fator “r” for menor que 28%, você está no Anexo V. Caso contrário, está tranquilo no Anexo III.

Tendo em vista que essa fórmula trabalha os 12 últimos meses, é muito complicado manipular o resultado em um único mês.

Se sua empresa foi recém aberta:

Se sua empresa é nova, ou está há um ano sem faturamento nenhum, é mais fácil fugir do Anexo V.

Simplesmente, peça para seu contador retirar como pró labore 28% de todo e qualquer valor que sua empresa fature.

Na hora de pagar o imposto do Simples Nacional (DAS), esse pró labore vai pesar na sua balança, e manterá sua empresa nos 6% do Anexo III.

Vale lembrar que o pró-labore, por sua vez, vai impactar no Imposto de Renda da sua pessoa física, e precisa ser corretamente declarado.

Porém, isso é mais do que compensado pela economia no imposto da PJ.

Se sua empresa já opera:

Mas se você tem uma empresa ativa, e quer migrar para o Anexo III, cuidado!

Não é com uma calculadora de 4 operações que você vai resolver isso.

Só é possível ter uma boa visibilidade das consequências de se mexer com fator “r” se você colocar a conta numa régua de, no mínimo, 24 meses.

O único jeito de estabilizar o seu fator “r” instantaneamente é declarar um pró-labore de 28% do seu faturamento anual, de uma vez.

Infelizmente, a matemática é fria: se você quiser fazer a transição em vários meses, vai acabar gastando mais dinheiro.

O opção mais em conta é tirar um pró-labore gigante numa porrada só. E arcar com o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) decorrente.

Nos meses seguintes à sangria, o seu imposto na PJ vai ser leve e suave.

Dependendo da declaração de IR da sua pessoa física, você pode até ser restituído pelo IRRF pago no ato, como foi o meu caso.


Por falta de orientações na internet, eu mesmo fiz uma planilha e a usei várias vezes: quando a Lei entrou em vigor; e quando fui efetivado pelo banco e tive que virar CLT.

Segue para download:

Atenção: qualquer manobra que você faça este mês só vai influenciar o fator “r” do mês que vem.

O fator “r” deste mês já foi determinado no mês passado.

A planilha vai te ajudar a testar inúmeros cenários e comparar o resultado agregado ao longo de até dois anos.

Mais do que isso: vai te ajudar a montar um cronograma tributário ao longo dos próximos dois anos. Tudo para não passar nem perto do Anexo V.

Experimente e me diga o que achou!

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Certificado digital e profissionais PJ

Dessa vez, não estamos falando do certificado digital que embasa do SSL e o cadeado na barra de endereço do navegador, mas sim da assinatura eletrônica que autentica uma nota fiscal e outras transações.

No Brasil, os certificados digitais já são usados como identidade e assinatura eletrônica há mais de 10 anos.

Quem já abriu empresa certamente ouviu falar dos e-CPFs e e-CNPJs.

No começo, eles eram obrigatórios apenas para empresas de maior porte, as enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido.

Mais recentemente, tornaram-se obrigatórios também para as empresas do Simples Nacional, com mais de um funcionário.

Isto é, na teoria, um profissional PJ não seria obrigado a ter certificado digital, podendo emitir sua nota fiscal e cumprir outras burocracias sem essa ferramenta.

Mas, na prática…

Qualquer escritório de contabilidade que se preze utiliza sistemas para gerenciar as obrigações e emissão de notas de seus clientes, bem como otimizar processos internos.

Esses sistemas tem integrações com os sistemas dos órgãos públicos. E muitas rotinas são feitas em lote, sem que o contador precise entrar na conta de cada cliente.

Mas para a integração funcionar, o sistema do escritório contábil precisa ter o certificado digital de cada cliente cadastrado na máquina.

Isto é, sem certificado digital, só vai ser possível utilizar os sistemas do governo manualmente.

Para fazê-lo via sistema e de forma automática, o certificado digital vira um requisito não funcional (para os desenvolvedores) ou uma premissa (para os gerentes de projeto).

Portanto, os próprios escritórios de contabilidade acabarão pedindo o certificado, afim de não prejudicar seus processos internos, produtividade e no final não onerar o próprio cliente.

Na sessão Certificado Digital deste blog você pode tirar todas as suas dúvidas, técnicas e comerciais, sobre essa tecnologia.

O Tarcísio, contador parceiro do Contrato PJ, escolheu a Serasa Experian para fornecer certificados digitais aos seus clientes.

A Serasa atua há mais de 50 anos no setor de informações financeiras, foi uma das pioneiras a emitir certificado digital no Brasil, e pertence ao Grupo Experian, líder mundial em soluções financeiras.

No link abaixo, você pode adquirir ou renovar seu certificado pela Serasa, e ainda ajudar o Contrato PJ a continuar te ajudando. 😉

Fontes:

www.jornalcontabil.com.br/ certificado -digital -todas -as -empresas -precisam -fazer

noticias.r7.com /economia /certificacao -digital -sera -obrigatoria -para -pequenas -empresas -25062018

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5 critérios para escolher uma Previdência Privada para PJ’s

Com o avanço da pejotização e a recente Reforma da Previdência, muitos profissionais PJ tem se preocupado em saber escolher uma boa Previdência Privada, ainda mais com os efeitos disso no Imposto de Renda do profissional.

Apenas para contextualização: nós do Contrato PJ recomendamos que a empresa opere no Simples Nacional e, opcionalmente, que pague o INSS patronal, mas ele não dá direito à aposentadoria.

Daí recomendamos ao profissional PJ a busca por uma Previdência Privada.

O problema é que o Brasil é um antro de produtos financeiros péssimos, em várias esferas.

Mais especificamente, no mercado Previdência Privada, o que se acha em grande parte é uma verdadeira excrescência.

Neste artigo, vou explicar bem resumidamente como avaliar um produto de Previdência Privada, e onde (não) procurar bons produtos.

Planos de previdência – PGBL ou VGBL?

Não se preocupe em entender os nomes acima. As palavras dessas siglas não fazem sentido em nenhuma ordem mesmo…

O que você precisa saber é:

  • PGBL – Deixa você pagar o Imposto de Renda lá na frente, quando for sacar. E portanto, dá um desconto no IR (limitado a 12% da renda tributável*) no momento do aporte. Importante lembrar que ele cobra imposto sobre todo o valor aplicado, ainda que passe dos 12%.
  • VGBL – Cobra Imposto de Renda somente sobre o rendimento da aplicação. Não permite deduções do IR no presente.

*Renda tributável = Salário CLT ou Pró Labore. Distribuição de lucro e PLR não entram na conta.

É possível ter os dois planos ao mesmo tempo. E o fator mais importante não é ser PJ ou CLT, mas sim o percentual do seu salário que você está disposto a guardar nesses planos, ao longo das décadas.

Impostos

Por estar tratando de previdência, supõe-se que o objetivo do investimento seja de longo prazo, e não um trade.

Assim sendo, os rendimentos de investimentos em Previdência Privada sofrem uma tributação menor do que outros investimentos.

Mas essa vantagem só aparece quando você fica pelo menos 10 anos com o dinheiro aplicado, sob Tabela Regressiva.

Uma das coisas que vão te perguntar ao fazer uma previdência é se você deseja a Tabela Regressiva ou a Tabela Progressiva.

Não acho produtivo explicar as diferenças aqui. Mas caso você pretenda usar o dinheiro em menos de 10 anos, eu recomendo fazer um investimento não-previdenciário, e esquecer a Tabela Progressiva.

As 5 dimensões da Previdência Privada

Aqui está a parte mais importante do post. É com esses critérios que você vai avaliar as opções e descartar as furadas.

Como nem todos estão afim de fazer um PhD em previdências privadas, vou deixar um destaque para as recomendações em cada critério.

Um plano de previdência privada nada mais é do que um fundo de investimento com algumas taxas a mais.

As duas primeiras “dimensões” são taxas comuns a todos os fundos de investimento no mercado financeiro, sejam previdenciários ou não.

Dimensão 1 – Taxa de administração

Quando você transfere o seu dinheiro à previdência, tem alguém o administrando, certo?

Justo, porém, com limites. Continue lendo…

A taxa de administração é sempre expressa num percentual por ano do valor investido (não do rendimento!). Mas é cobrada diariamente.

Dimensão 2 – Taxa de performance

Se quem está administrando o dinheiro faz um bom trabalho, isto é, supera as expectativas, o investidor paga uma parte desse “extra” como bônus.


Destaque: Para dizer o quanto é aceitável pagar nas dimensões 1 e 2, depende muito do tipo de investimento. Veja:

Se você está investindo a sua previdência, por exemplo, num fundo de ações ou multimercado, o praxe no mercado financeiro brasileiro é 2% de administração e 20% de performance sobre o que exceder o CDI*.

Por outro lado, se sua previdência aplica tudo numa renda fixa ou Tesouro, bom, há fundos que fazem o mesmo cobrando 0% nas duas taxas.

*CDI – referência para o rendimento de aplicações em renda fixa.


Dimensão 3 – Taxa de carregamento

Ou, pedágio.

É um percentual sobre o valor investido que você paga antes mesmo de investir, na hora o aporte.

Isto é, se um plano de previdência tem taxa de carregamento de 5%, e um investidor aplica R$ 1.000,00, ele perde para o banco R$ 50,00 já na largada.

Portanto, é como se tivesse aplicado somente R$ 950,00.

Dimensão 4 – Taxa de saída

Ou, pedágio II.

Exatamente igual ao item anterior, mas na hora de resgatar o valor aplicado.

Imagine-se já na idade que deseja se aposentar e ir para a praia tomar sol e cerveja o dia todo, 24 x 7.

Suponha que durante toda a sua vida você tenha conseguido aplicar R$ 1 milhão de reais no seu plano de previdência, descontada a taxa de carregamento.

Se ele cobrar uma taxa de saída de 2%, você pagará R$ 20.000 antes de usufruir desse dinheiro.

Dimensão 5 – Coberturas

Morte, invalidez, acidentes, doença grave, etc.

Se você é um PJ e, como recomendamos, declara ao menos 30% dos seus ganhos como pró labore, então você já possui uma cobertura do INSS para essas situações.

Na Previdência Privada, é necessário checar em cada produto o que está incluso.


As taxas “pedágio” (carregamento e saída) são o grande vilão dos planos de previdência.

Independente do seu perfil de investidor e planos de vida, fica a recomendação de somente aderir a planos isentos dessas taxas!

Felizmente, estão surgindo cada vez mais produtos financeiros aceitáveis, devido inclusive às mudanças na cultura do brasileiro em relação a dinheiro.

Mas é preciso saber onde procurar.

Onde (não) procurar bons produtos?

Os terrenos mais inférteis para bons produtos previdenciários são exatamente os maiores e mais famosos bancos do País. Os bancões.

A grande maioria da população brasileira nunca se deu a entender muito de dinheiro. (Sim, isso está mudando. Ótimo)

Então, esses bancos com agências em toda esquina, nos bairros pobres e ricos, não tem dificuldades para vender coisas… digamos, obscenas, sem serem questionados.

É bem parecido com os taxistas de aeroporto. Por acaso, você já desembarcou numa cidade desconhecida, achou o táxi um pouco caro, mas não teve propriedade para questionar o preço?

Para ver alguns exemplos, dê uma olhada nos produtos de previdência nos sites do Itaú, Bradesco e Santander.

Não menos importantes, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal conseguem prestar um desserviço ainda maior.

Por serem públicos, estes bancos possuem agências em cidadelas incapazes de dar lucro. Só estão lá por interesse do Governo em não deixar a região desatendida.

Pessoas muito idosas e com pouca instrução: aí a festa não tem limite.

Já vi aberrações cobrando, pasme, 5% ao ano de taxa de administração!!! 😱 E sem perdoar nas demais taxas.

Ora, no dia em que escrevo, isso é exatamente o que o Tesouro Direto paga. Ou seja, o rendimento seria anulado. Só o banco ganha dinheiro.

Falando sério: qualquer taxa de administração acima de 2% ao ano, seja qual for o produto, constitui um verdadeiro abuso. E ponto.

Se o investimento for em renda fixa, 0,3% é o teto.

Mais do que isso, você estará adiando seus planos, objetivos e sonhos. E isso não é exagero!

Afim de orientar quem estiver interessado, vou citar algumas empresas onde já vi propostas aceitáveis.

Não há nenhuma preferência da minha parte por uma ou outra. Reforçando que o investidor deve comparar cada produto, pelo menos sob as cinco dimensões citadas acima.

  • BTG Pactual Digital
  • XP Investimentos
  • PAI (Banco Inter)
  • Icatu Seguros
  • Mapfre
  • Órama Investimentos

E a você, o gerente do banco já ofereceu uma coisa “esquisita”? Rs. 😁 Comente.

Referências:

https://www.topinvest.com.br/ taxas -cobradas -na -previdencia -privada

Como funciona a tributação de Fundos de Previdência, Empiricus Research.

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Como receber dinheiro do Exterior

Não é incomum, sobretudo na área de TI, profissionais trabalharem de casa para empresas de fora do País.

Neste artigo vou explicar como faturar seus serviços e receber dinheiro do Exterior. É mais fácil do que parece.

Pessoa Física ou Jurídica

Nesse cenário, também, a PJ tem a mesma vantagem sobre a pessoa física.

Nada impede um cidadão de receber dinheiro do exterior em sua conta de pessoa física. Ele só é obrigado a declarar esse dinheiro no Imposto de Renda, e pagar mensalmente uma alíquota que pode chegar a 27,5%.

Já uma empresa, deve fazer um trâmite de faturamento bem parecido com o que faria para um cliente nacional.

Da mesma forma que recomendamos a qualquer profissional PJ, o mais coerente é abrir uma pessoa jurídica enquadrada no Simples Nacional, para faturar ao exterior.

Quanto a impostos, você vai pagar exatamente o mesmo que pagaria se seu empregador estivesse no Brasil. Mais detalhes aqui: Quais impostos a pagar sendo PJ.

Como faturar para o exterior

Dois passos:

  • Para o Governo Brasileiro: Emitir uma nota fiscal, do mesmo jeito que se faria a um cliente nacional, mas informando que o serviço foi prestado para o exterior. Qualquer sistema de faturamento, inclusive o site das prefeituras, deve ter essa opção.
  • Para o contratante do seu serviço: Enviar uma invoice.

Como emitir uma Invoice

Invoice é um termo internacionalmente reconhecido. Trata-se de um documento que representa uma transação comercial ou prestação de serviços.

No Brasil, o que mais se aproxima de invoice é nota fiscal e boleto, mas não são exatamente a mesma coisa.

Para gerar uma invoice, basta pegar um modelo (existem vários na internet), e preencher com os dados do seu serviço. Não precisa de sistema nem banco para emitir.

As principais informações que devem constar numa invoice são:

  • Nome e endereço do contratante
  • Nome e endereço do contratado
  • Valor a ser pago
  • Data de emissão
  • Discriminação do serviço prestado
Exemplo de Invoice. Fonte: Conube.

Como receber o pagamento do exterior

Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Existem vários meios e serviços para enviar e receber pagamentos do exterior.

Além das mesas de câmbio dos bancos, temos PayPal, WireTransfer, entre outros.

Geralmente, as empresas contratantes já tem políticas definidas de como enviar o pagamento, e passam as instruções para seus contratados.

Como prestadores de serviços, a parte que mais requer a nossa atenção é a forma de documentar a declarar ao nosso Governo os ganhos vindos do exterior.

Fontes:
https://www.devpleno.com/ como- receber- de- empresas- estrangeiras

https://conube.com.br/blog/ o- que- e- invoice

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Cuidado com a Reforma Tributária, PJ’s

Depois da saga da Reforma da Previdência no Congresso, chegou a hora de falarmos da Reforma Tributária. Esta sim afeta diretamente o bolso dos profissionais PJ.

Primeiro, é importante ressaltar que tudo o que temos atualmente são propostas e declarações, mas nenhuma lei ou mudança concreta, ainda.

Mas já é suficiente para estimar o impacto financeiro na vida dos profissionais PJ a partir de 2020.

Quando se fala em Reforma Tributária, existem dois núcleos de maior importância:

1-) Unificação de Impostos

Este tópico pode ser chamado de “simplificação tributária“, pois consiste em unificar cinco impostos em um único: o IBS – Imposto sobre Bens e Serviços.

É disso que trata a PEC 45 (por Dep. Baleia Rossi, MDB-SP), já em tramitação no Congresso. Para quem é PJ e está no Simples Nacional, como recomendamos, não deve haver diferença alguma.

Mas deve ser bem positivo para o País. Os empresários fora do Simples sabem o trabalho que dá cuidar de PIS, COFINS, ISS, IPI e CSLL todo mês.

2-) IR e Tributação de Dividendos

Aqui a luz vermelha acende para nós. 🛑

Se você já assistiu o meu vídeo “Quais impostos a pagar sendo PJ”, deve ter entendido que 70% dos nossos ganhos são ISENTOS de qualquer tributação, pois são declarados como “dividendos”.

O Governo estuda qual alíquota seria aplicada sobre os dividendos. Hoje o instrumento é isento do IR.
Fonte: Folha de S. Paulo

Pelo que se tem falado desde a campanha eleitoral, a ideia seria aliviar o Imposto de Renda sobre salários CLT e pró-labores; e conjuntamente tributar os dividendos (seja de empresas individuais, sociedades ou vindos de ações em bolsas de valores).

Os iguais não pagam a mesma coisa. Isso acontece devido à "pejotização", na qual profissionais constituem empresa individual e pagam bem menos imposto.
Fonte: Correio Braziliense

Mas o motivador para isso não somos só nós, PJ’s. Acredite: as pessoas mais ricas do País não vivem de salário.

Eles são empresários e grandes acionistas de empresas de capital aberto. Vivem de dividendos. E por qual motivo esses caras não pagam imposto de renda? 🤔

Para ser pragmático, o que mais importa agora é estar pronto para a mudança. E aprender com as turbulências do passado…

Explico logo adiante:

Na última “reforma tributária”…

No início do ano passado, o Simples Nacional passou por uma mini reforma, apesar de bombástica para os profissionais PJ.

Simples Nacional 2018: Matérias na mídia

Em resumo, nós passamos de uma hora para outra a pagar 3x (três vezes) mais impostos.

Nós, do Contrato PJ, até alertamos com uma certa antecedência, mas parece que os alertas só foram vistos em cima da hora…

Pelo menos, é o que o Analytics do blog mostra:

Google Analytics Contrato PJ
Acessos o Contrato PJ em Janeiro/Fevereiro de 2018. Fonte: Google Analytics

Pior de tudo: muitos contadores e aplicativos de contabilidade também estavam igualmente despreparados.

Não sabiam ajudar seus clientes a evitar aquele imposto altíssimo, e ainda se irritavam com o legítimo desespero dos mesmos. Nós recebemos muitas queixas assim…

É muito cômodo para um escritório ou aplicativo de contabilidade cumprir seu dever de calcular o imposto, e não fazer nada diante de mudanças que destroem o orçamento dos seus clientes.

Contrato PJ existe desde 2015, e se você der uma olhada em nosso histórico de postagens, verá que sempre damos todas as informações para profissionais virarem PJ de forma legal, vantajosa e segura.

Tanto para lidar com contadores quanto com a Lei e o Governo.

Estamos na iminência de mais uma metamorfose tributária no Brasil.

Como disse lá em cima, tudo que existe agora são ideias e propostas. E por aqui vamos apontar a melhor forma de os profissionais PJ se adiantarem à Reforma Tributária.

Esteja atento(a)!

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